Como as doações e o Teleton podem mudar a vida de pacientes com deficiência física?

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Conheça a trajetória de Enzo, 7 anos, paciente com osteogênese imperfeita, que, segundo especialistas, não andaria; e hoje já dá seus primeiros passos. Outro personagem interessante é o sr. Heli, 62 anos, que perdeu os quatro membros devido, inicialmente, a uma leptospirose

Com o propósito de trabalhar nas frentes necessárias para que as pessoas com deficiência física possam atingir seu máximo potencial, a AACD, instituição sem fins lucrativos, há mais de 70 anos trabalha na causa da pessoa com deficiência física. São ao todo, sete unidades de reabilitação, cinco oficinas para fabricação de produtos ortopédicos, que incluem órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, além de um hospital ortopédico. Uma infraestrutura completa dedicada à reabilitação e habilitação de pessoas com deficiências físicas, como o Enzo e o sr. Heli, assim como pacientes ortopédicos de todas as idades via SUS, particular e convênios.

Histórias de pacientes atendidos pela AACD exemplificam o quão importante é para a instituição as doações das pessoas físicas ao longo do ano e não somente durante o Teleton. Por outro lado, é comum que a falta do hábito, infelizmente, e a desconfiança com relação ao destino do que é arrecadado pelas instituições do terceiro setor, ainda existam e impeçam que a cultura de doação ganhe cada vez mais força.

Para contextualizar, o pequeno Enzo Gabriel nasceu com osteogênese imperfeita, doença que ocorre devido a alterações genéticas, conhecida popularmente como a doença dos ossos de vidro, que ocorre risco elevado de fraturas e deformidades nos membros superiores, inferiores, no toráx e na face. Enzo frequenta a AACD desde que tinha 1 ano e meio de idade. Especialistas anteriores falavam que ele não andaria, mas hoje ele consegue caminhar por curtos períodos. Aos 4 anos, conseguiu firmar o tronco, sentar e, graças à sua evolução, hoje, consegue levantar sozinho de uma cadeira.

Já o sr. Heli Jeronimo se tornou paciente em março de 2020, após contrair uma leptospirose, que evoluiu para uma vasculite e, por fim, resultou na amputação necessária dos quatro membros ainda em 2019. Hoje, faz fisioterapias na AACD.