terça-feira, junho 22, 2021
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O novo ano e o equilíbrio mental: equilibrados ou equilibristas?

Sejamos sinceros: 2020 foi um ano hostil para muita gente e exigiu mudanças drásticas e permanentes na maioria dos lares. Não apenas nossa vida profissional foi rapidamente reinventada, como rotinas e laços pessoais foram redefinidos. Nesse redesenho, a grande maioria das pessoas se percebeu ou fatigada pelo enclausuramento imposto ou amedrontada pela necessidade de se expor ao risco ao circular nesse novo mundo inóspito.
Diante dessa invasão de realidade, como nos enxergamos nesse ano novo? Conseguimos enfim nos adaptar mais conscientemente flexibilizando com maior facilidade nos momentos de necessidade ou seguimos saudosos sobre antigos modos de funcionamento e ansiosos a respeito de como serão as distintas possibilidades num futuro próximo? Essas perguntas ajudam a entender como nos posicionamos diante daquilo que desconhecemos.
A virada pode representar simbolicamente um marco para que desenvolvamos determinadas atitudes ou mudanças de comportamento. Ainda assim, talvez seja imprescindível dar um passo atrás e descobrir como estamos nos percebendo agora. Por vezes, negligenciamos nossa saúde mental em detrimento dos afazeres que nos assolam no dia a dia e quando nos damos conta, nos afastamos do bem estar que tanto desejamos pra nós mesmos.
Nesse sentido, é importante que sempre separemos tempo para fazer pausas – elas ganham destaque na busca de equilíbrio, ajudando a minimizar o estresse e a descomprimir tudo o que foi acumulado ao longo dos dias. Exercícios regulares e hábitos alimentares positivos também são aliados eficientes na busca de saúde tanto corporal como mental, além de proporcionar mais energia e vitalidade. Acrescido a isso, manter contato com aqueles que nos fazem bem e demarcar um limite para os que não o fazem têm impacto direto no aumento dos níveis de contentamento.
Em um ano que tem início após tantas mudanças, o desapego de antigos hábitos pode resultar no encontro de satisfação, principalmente no que se refere ao afastamento da busca excessiva por controle. Ao desenvolver gradualmente um olhar mais voltado para nossas reais necessidades, nos compreendemos melhor e com isso percebemos o que genuinamente nos aproxima ou afasta dos nossos maiores desejos. Saímos assim do papel de meros expectadores assujeitados ao que a vida nos oferta e passamos à posição de protagonistas da nossa própria história.
Sobre a autora
Bruna Richter é graduada em Psicologia pelo IBMR e em Ciências Biológicas pela UFRJ, pós graduanda no curso de Psicologia Positiva e em Psicologia Clínica, ambas pela PUC.
Cristiane Guimarãeshttps://naoperdenao.com/
Cristiane Guimarães é Comunicadora Social com habilitação em jornalismo e atua há mais de 20 anos no mercado. Apaixonada pela profissão é colunista social, produtora e assessora de imprensa. O blog é uma junção de tudo que ama e que acha válido de ser compartilhado. Seja bem-vindo a esta página que festeja a sua presença! Entre em Contato: [email protected]

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