sexta-feira, maio 8, 2026
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Associação do Granja Marileusa conquista Selo Uberlândia Mais Sustentável

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Iniciativa é um reconhecimento do Município por práticas que beneficiam o meio ambiente

A Associação de Moradores e Empresas (AME) do Granja Marileusa vai receber nesta sexta-feira, 29, o Selo Uberlândia Mais Sustentável, concedido pela Prefeitura, com base em critérios de avaliação, como forma de reconhecimento a organizações por práticas que promovam o desenvolvimento sustentável. A entrega da certificação será feita pelo prefeito Paulo Sérgio Ferreira, às 11h, no Auditório Cícero Diniz, no Centro Administrativo. O evento marca o Dia Municipal da Sustentabilidade.

O Selo foi criado pelo Decreto Nº 21.904, de 5 de junho de 2025, como forma de estimular a promoção e a proteção ambiental no Município. O secretário de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Dilson Dalpiaz Dias, destacou que a diplomação referente ao Selo é uma ação da Prefeitura que marca também o mês de aniversário de Uberlândia. “O meio ambiente é o nosso meio. O Selo tem um simbolismo, mas também é um fato concreto, pois os participantes tiveram de cumprir uma série de quesitos”, afirmou.

AME, responsável por cuidar da administração, segurança e manutenção do bairro Granja Marileusa, receberá o Selo na categoria “Engajamento”, com pontuação nos eixos temáticos “Participação em projetos ambientais municipais” e “Regularidade ambiental”.  De acordo com a diretora-executiva, Juliana Bernardeli Hofmann, a avaliação nesses dois quesitos deve-se à adoção das praças do bairro pela associação e ao cumprimento estrito das normas ambientais do Município.

O Granja Marileusa tem hoje todos os espaços verdes e equipamentos urbanos (praças, canteiros e rotatórias) monitorados e cuidados pela AME, sendo a principal delas a Praça das Paineiras, que possui mais de 3 mil m², inaugurada em abril deste ano. Estes espaços públicos foram criados pela iniciativa privada, por meio da Granja Marileusa Desenvolvedora, e doados à associação. “Isto reflete nosso compromisso em participar ativamente dos projetos ambientais da cidade”, ressaltou Juliana Bernardeli.

A certificação será concedida anualmente a organizações públicas e privadas de Uberlândia, mediante análise feita por uma comissão avaliadora de práticas que refletem positivamente no meio ambiente. Assim, segundo a diretora-executiva da AME, a conquista do Selo “reforça o compromisso da AME em integrar inovação, bem-estar e responsabilidade socioambiental no desenvolvimento do bairro”.

A avaliação é feita com base em sete eixos temáticos: Infraestrutura verde (permeabilidade do solo), Infraestrutura verde (cobertura vegetal), Eficiência energética e uso de energias renováveis, Uso sustentável da água, Gestão de resíduos, Participação em projetos ambientais municipais e Regularidade Ambiental. As categorias são cinco, de cordo com a pontuação obtida por cada organização candidata ao Selo: Engajamento, Bronze, Prata, Ouro e Verde.

O Selo tem validade de 2 anos e pode ser utilizado em materiais de comunicação, marketing e publicidade da organização contemplada, como símbolo do seu compromisso com ações sustentáveis. “Para a esfera pública ter efetividade, é importante que se desenvolva parcerias com a iniciativa privada”, destacou o secretário Dilson Dalpiaz, sobre a importância de o Município promover políticas públicas que envolvam a sociedade, por meio de suas empresas e organizações em geral.

SERVIÇO:
O QUE: Entrega do certificado do Selo Uberlândia Mais Sustentável
QUANDO: Sexta-feira, 29 de agosto, às 11h
ONDE: Auditório Cícero Diniz da Prefeitura – Av. Anselmo Alves dos Santos, 600, B. Santa Mônica

Pais querem mais tempo, mas qualidade conta mais do que quantidade

Pesquisa revela que 97% dos pais desejam estar mais presentes; especialistas apontam que pequenos momentos do dia a dia podem fortalecer vínculos, ensinar valores e promover o desenvolvimento infantil.

Uma pesquisa da Catho com mais de 1,6 mil pais revelou que 97% deles desejam ser mais presentes e passar mais tempo com a família. No entanto, quando a rotina de trabalho impede essa proximidade, o resultado é que as crianças passam grande parte do dia na escola, enquanto os momentos em família se restringem a poucas horas, geralmente no início ou no final do dia.

Como alternativa ao pouco tempo em família, diversos estudos e a própria experiência de educadores apontam que a solução para o problema está no bom uso que se pode fazer do tempo disponível.

Segundo a coordenadora pedagógica da Escola da Cidade, Amanda Santana, que atende crianças em período escolar integral, os reduzidos períodos de tempo em família podem – e devem – ser aproveitados para fortalecer laços afetivos e incentivar hábitos importantes para o desenvolvimento infantil.

“O vínculo não depende da quantidade de horas juntos, mas da qualidade do tempo vivido”, explica Amanda. “Pequenos e singelos momentos, como a hora do banho, da refeição ou de dormir, são oportunidades valiosas para conversar, trocar carinho e ensinar valores, e os pais precisam aproveitar esse precioso tempo da melhor forma possível.”

Além do vínculo e afeto construídos nesses momentos e que são tão importantes para a qualidade de vida da família, a coordenadora destaca que, nessas situações simples do dia a dia, também residem oportunidades para se ensinar às crianças aspectos essenciais como o autocuidado, a higiene, a boa alimentação, a organização e a responsabilidade.

“Quando os pais participam ativamente de momentos cotidianos, como ajudar na escovação dos dentes, organizar o material escolar ou preparar a lancheira juntos, a criança percebe que essas tarefas têm importância e passam a realizá-las cada vez com mais autonomia”, ressalta Amanda.

Além de fortalecer o vínculo afetivo, essa convivência contribui para que a criança se sinta acolhida, segura e mais confiante. Desse modo, a coordenadora enfatiza que a qualidade da presença é mais significativa que o tempo em si:

“Estar junto, olhar nos olhos, ouvir com atenção, participar e demonstrar interesse pelas pequenas conquistas diárias faz toda a diferença. Esses instantes se tornam memórias afetivas e referências positivas para a vida toda.”

Sobre a Escola da Cidade
Há mais de 36 anos, a Escola da Cidade é referência em educação infantil e fundamental em Uberlândia (MG), prezando pelo desenvolvimento integral de seus alunos e incentivando a participação ativa das famílias no processo educativo.

Inclusão, cultura mineira e sustentabilidade no mesmo palco: a primeira edição PCD do Música na Árvore Solar acontecerá em Viçosa

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A cidade de Viçosa recebe, nos dias 30 e 31 de agosto, uma edição especial e inédita do projeto Música na Árvore Solar – Edição PCD, voltada à valorização da arte produzida por pessoas com deficiência.

Entre as atrações confirmadas estão o Coral de Cegos União Santa Tereza, interpretando clássicos do Clube da Esquina, o violeiro Danilo Bayão, que apresenta temas da viola caipira, e a banda instrumental No Stress, com participação do tecladista e proponente do projeto Kiko Oliveira – músico cadeirante com trajetória reconhecida na cena cultural.

Além dos shows gratuitos, que acontecerão no Recanto das Cigarras, o evento também conta com a presença do DJ Fê Lins, que traz um setlist inclusivo, e com uma série de atividades formativas e reflexivas, como a palestra sobre sustentabilidade e o workshop online com a biografia musical de Kiko Oliveira, transmitido ao vivo pelo Instagram do coletivo @musicanaarvoresolar.

Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Minas Gerais e do Ministério da Cultura, o evento gratuito leva ao público uma programação diversa que une acessibilidade, cultura mineira, sustentabilidade e inovação.

SOBRE O MÚSICA NA ÁRVORE SOLAR – Primeiro projeto cultural e musical que utiliza a energia solar como matriz energética para alimentar a estrutura de som de shows no País, o Música na Árvore Solar não só oferece uma experiência musical única, mas também promove a conscientização sobre a importância da energia limpa e renovável. “Ao integrar placas fotovoltaicas instaladas em um automóvel, o projeto demonstra um compromisso tangível com o desenvolvimento sustentável, alinhando-se com as metas dos acordos climáticos internacionais e a Agenda 2030 da ONU. Este é um exemplo inspirador de como a arte e a tecnologia podem se unir para promover mudanças positivas em nossa sociedade”, explica o coordenador de Comunicação do projeto, André Trindade.

Juliana Sícoli apresenta exposição “Coreografias da Forma”, em São Paulo

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A solidez geométrica das fotografias de Juliana Sícoli, juntamente com suas novas esculturas curvilíneas, vão ao encontro da emblemática atmosfera modernista da Casa Birman, em São Paulo, na exposição “Coreografias da Forma”, a partir da manhã do dia 28 de agosto. No dia 27, num evento somente para convidados, a artista visual mineira apresentou a dança materializada da sua nova pesquisa “Bailarinas”, figuras principais da mostra.

Essas obras trazem as formas sinuosas de mulheres em dança, apoiando-se e celebrando a liberdade de ser. Seus gestos, detalhados em forma de aço corten e aço inox polido, foram transformados em matéria, e nos lembra que todo movimento pode carregar em força e leveza. Ao todo serão três esculturas externas que se contrapõem às linhas rígidas e profundas de 14 quadros, entre fotografias e tapeçaria, para contemplação no interior da casa. A exposição tem curadoria do diretor criativo da marca Guilherme Kfouri.

“Geografias da Forma descreve a própria experiência de existir. As imagens de formas sólidas, pausas e sopros representam os limites e as aberturas que encontramos na vida. Falo da tensão entre extremos, da contenção e expansão, para identificar que é nessa travessia que o ser humano se reinventa. A dança surge como metáfora desse processo, na qual viver é mover-se entre opostos, e é nesse entremeio que a matéria da vida se transforma e abre espaço para novos sonhos”, esclarece Juliana.

No evento de lançamento, após um talk com a artista, os convidados seguiram para uma visita guiada com a curadora Carollina Laureano na feira SP-Arte Rotas 2025, onde a artista também expôs outras obras.
A feira ocupa de 27 a 31/08 o espaço ARCA, em São Paulo, com cerca de 60 projetos curados, reunindo galerias, instituições culturais e iniciativas que expandem o debate sobre arte contemporânea. E a exposição na Casa Birman fica disponível para contemplação até o início de novembro, sob prévio agendamento.

Sobre a artista

Juliana Sícoli (1983) é artista visual, com pós-graduação em Fotografia e Artes Visuais e em Psicologia Positiva. Em constante formação em psicanálise, tece uma narrativa única que entrelaça fotografias, esculturas, tapeçarias e intervenções com materiais de corte e de costura. Sua pesquisa, fundamentada na busca por expressar as inquietações que não apenas a afetam, mas também ressoam em tantas outras mulheres, transcende as fronteiras do visível para desvelar camadas emocionais mais profundas. Em um diálogo contínuo entre imagem e psique, cada obra é uma expressão consciente – uma declaração visceral – do seu compromisso em investigar e trazer reflexões sobre as complexidades que permeiam o universo feminino.

Arquiteto Victor Lúcio assina a Saleta de Degustação no Morar Mais BH 2025

A Saleta de Degustação no Morar Mais BH foi criada para proporcionar uma experiência sensorial única dentro da mostra. Mais do que um ambiente, ela é um convite à pausa, ao encontro e à celebração dos sentidos.

Inspirada na ancestralidade, sua paleta de tons terrosos e verdes conecta-se à força da natureza, enquanto sementes secas e flores do cerrado evocam memória, pertencimento e identidade brasileira. O design autoral, aliado à iluminação intimista, reforça a atmosfera acolhedora e sofisticada.

Crédito: Ivan Araujo

O cobogó ganha protagonismo no espaço, reafirmando a força da arquitetura brasileira e trazendo identidade, textura e movimento ao ambiente.

“Participar do Morar Mais BH é a realização de um sonho. É um momento de consolidar meu trabalho e, ao mesmo tempo, dividir com o público uma experiência que traduz minha visão da arquitetura”, afirma o arquiteto Victor Lúcio, autor do projeto.

Ele também destaca a essência do conceito: “Evocar a ancestralidade nos projetos é fundamental. É uma forma de valorizar nossa história, nossa identidade e criar espaços que despertam pertencimento.”

A Saleta de Degustação se apresenta no Morar Mais BH 2025 como um refúgio contemporâneo que valoriza sustentabilidade, cultura e bem-estar. Um espaço pensado para inspirar visitantes e criar experiências que permanecem na memória.

Liberação de créditos de ICMS cria alívio para exportadores em meio a tensões comerciais

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Medida anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas permite que empresas, principalmente da indústria e agroindústria, recuperem recursos parados; mas acesso exige organização fiscal

Em um movimento estratégico para fortalecer a competitividade do setor exportador paulista, o Governo de São Paulo anunciou a liberação de créditos acumulados de ICMS para empresas. A medida beneficia principalmente indústrias e agroindústrias de médio e grande porte, que frequentemente acumulam esses créditos por não pagarem o imposto na venda de produtos para o exterior. Na prática, o crédito de ICMS funciona como um saldo positivo que a empresa tem com o estado, gerado na compra de insumos e matéria-prima, mas que, no caso das exportações (isentas de ICMS), fica “parado” no caixa.

A iniciativa surge em um momento de acirramento geopolítico, contextualizado por barreiras comerciais como a recente imposição de uma tarifa extra de 50% sobre certos produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos, o que aumenta a necessidade de contramedidas para manter a competitividade brasileira no mercado global. A liberação desses recursos injeta capital de giro diretamente nas empresas, permitindo investimentos, quitação de dívidas ou simplesmente o reforço do fluxo de caixa.

Financeiramente, esses créditos acumulados representam um capital de giro imobilizado que onera o balanço das companhias. Ter milhões de reais em créditos sem poder utilizá-los na prática reduz a liquidez, afeta indicadores financeiros e, em muitos casos, força as empresas a buscarem linhas de crédito no mercado com juros elevados para financiar suas operações. Portanto, a liberação anunciada não é apenas um benefício, mas a devolução de um recurso que pertence à própria empresa, destravando um valor essencial para a sua saúde financeira e capacidade de investimento.

“Essa liberação é um fôlego essencial para o exportador, que opera com margens apertadas e sofre com a volatilidade do comércio exterior”, explica o advogado Igor Montalvão, da MSL Advocacia de Negócios. “Para acessar esses créditos, no entanto, o empresário precisa ter sua organização fiscal impecável. É crucial ter toda a documentação de compras e vendas organizada, cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria da Fazenda e seguir o rito processual à risca”, ressalta.

A falta de um documento ou a perda de um prazo pode invalidar o pedido e fazer com que a empresa perca um recurso valioso, justamente quando mais precisa dele. “O caminho é mapear os créditos, preparar a documentação e protocolar o pedido o quanto antes”, alerta Igor Montalvão.

LGPD no Terceiro Setor: organizações devem priorizar a proteção de dados para garantir confiança e evitar riscos

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A adequação à lei vai além da obrigação legal, sendo um pilar para proteger a reputação, garantir a confiança de doadores e evitar a paralisação de atividades essenciais para a sociedade

Prestes a completar cinco anos de vigência, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ainda representa um desafio significativo para o Terceiro Setor. Organizações da Sociedade Civil (OSCs), como fundações e associações, que lidam diariamente com um grande volume de dados sensíveis de beneficiários, voluntários e doadores, precisam urgentemente adequar seus processos para cumprir a legislação e proteger sua reputação.

Muitas dessas entidades, que atuam na linha de frente com populações em situação de vulnerabilidade, jovens, idosos e outros grupos, frequentemente coletam informações. A natureza desse trabalho torna a conformidade com a LGPD não apenas uma obrigação legal, mas um pilar para a manutenção da confiança com seu público.

As obrigações legais para as OSCs são as mesmas aplicadas a empresas e ao poder público. Elas incluem a necessidade de obter consentimento explícito para o tratamento de dados, informar de maneira clara a finalidade da coleta e garantir a segurança dessas informações para evitar vazamentos. A falta de adequação expõe as organizações a riscos que vão além das multas.

“A reputação é um dos ativos mais valiosos para uma OSC. Um incidente de vazamento de dados pode não apenas resultar em sanções financeiras, mas também abalar a confiança de doadores e da comunidade, comprometendo a captação de recursos e a continuidade dos projetos”, afirma o advogado Tomáz de Aquino. “Muitas organizações ainda operam com uma falsa sensação de que a lei não se aplica a elas por não terem fins lucrativos, o que é um equívoco “, completa.

No campo legal, as sanções administrativas previstas na LGPD incluem advertências, multas que podem chegar a 2% do faturamento, a publicização da infração, o bloqueio e até a eliminação dos dados pessoais envolvidos no incidente. Do ponto de vista reputacional, a perda de credibilidade pode afastar parceiros e financiadores essenciais à entidade. Operacionalmente, a inadequação pode levar à suspensão do funcionamento do banco de dados, inviabilizando as atividades da organização.

A adequação à LGPD deve ser vista como um investimento na sustentabilidade e na missão da organização. Mapear os dados coletados, revisar formulários e contratos, implementar políticas de segurança e treinar as equipes são passos fundamentais. “Estar em conformidade com a LGPD é, acima de tudo, um ato de respeito e cuidado com as pessoas que confiam na organização. É uma oportunidade para profissionalizar a gestão e fortalecer os laços com a sociedade”, conclui Tomáz de Aquino.

Com uso avançado de IA, ferramenta é solução poderosa contra crimes em ambiente digital

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Ferramentas de segurança ganham em inovação e tendem a ser caminho na redução dos chamados estelionatos digitais

Os golpes virtuais estão em alta no Brasil. Mais do que isso, eles vêm sendo considerados um verdadeiro filão entre os bandidos, dentre outras razões por não exigir nenhum risco de identificação frente às vítimas. É o que aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024. Segundo o documento, os chamados estelionatos por meio virtual cresceram 13,6% entre 2022 e 2023 no país, ao passo que os estelionatos de modo geral avançaram 8,2% no mesmo período.

Na contramão, práticas criminosas mais incisivas, como roubos de carros, celulares, cargas, residências, comércios e de instituições bancárias sofreram reduções expressivas em todo o país, ainda de acordo com o relatório. O foco nos crimes cibernéticos tende a dar mais protagonismo a empresas de tecnologia capazes de entregar soluções eficazes contra os estelionatos virtuais.

“As empresas e organizações precisam entender, antes de tudo, que as soluções contra essas práticas já existem. Aquelas que usam tecnologias de onboarding digital, por exemplo, têm um leque de ferramentas já disponíveis para coibir a invasão de golpistas em seus sistemas e em contas de usuários”, garante Maria Cristina Diez, engenheira de softwares e diretora comercial da Most Specialist Technologies, uma das maiores empresas de automação de onboarding e segurança digital do país.

Uma delas é o Facematch, uma ferramenta capaz de comparar a fotografia de um usuário num documento com a imagem dele em tempo real. Outro recurso com forte capacidade de resposta às tentativas de fraudes é o Liveness, que permite realizar uma prova de vida que garante a autenticidade do usuário que está acessando um determinado sistema através do próprio celular. Ambas utilizam tecnologias de inteligência artificial que elevam a capacidade de proteção.

“O Facematch e o Liveness são apenas duas ferramentas de um leque que a Most oferece ao mercado, justamente com o objetivo de reduzir os ataques a sistemas digitais, como aplicativos, bancos de dados internos ou ferramentas de acesso aos usuários”, garante a executiva da Most. “Nossas soluções não são paliativas. Elas têm um alto poder de proteção, e ainda melhoram a experiência e dão mais rapidez ao uso do sistema pelo usuário”, complementa.

Mais investimentos em segurança

Para Maria Cristina Diez, os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 mostram uma tendência de crimes cibernéticos que deve ser respondida à altura pelas organizações, a partir de investimentos em segurança. O próprio Anuário, por sinal, adverte para essa importância: o documento recorre aos resultados de outra pesquisa para mostrar que apenas 3% das empresas e organizações consultadas indicaram que têm iniciativas mais consistentes para o setor de cibersegurança.

“Mesmo com todos os avanços tecnológicos, o investimento em segurança digital ainda é baixo e abre brechas que ajudariam a compreender os números de golpes virtuais aqui trazidos. O crime tem explorado as novas fronteiras sociais e econômicas de modo cada vez mais rentável e inovador”, afirma o Anuário. A diretora da Most concorda. Para ela, as empresas devem compreender que soluções como o Facematch e o Liveness, dentre muitas outras desenvolvidas pela desenvolvedora, são um importante ponto de partida para investir em respostas produtivas.

“Ferramentas como as que oferecemos são provas importantes de que há como as empresas praticamente eliminarem os ataques a seus sistemas e proteger seus usuários de potenciais invasões. Com um detalhe: esses recursos assimilam os comportamentos dos golpistas, já que têm base em inteligência artificial. Isso eleva muito a eficácia no controle dos acessos”, pontua Maria Cristina Diez.

Home office afeta circulação sanguínea em longo prazo

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Trabalhar sentado por muitas horas pode favorecer o aparecimento de varizes e outras complicações vasculares

O aumento do home office após a pandemia de covid-19 impactou diversos hábitos de vida, incluindo a rotina de movimento corporal. Trabalhar sentado por períodos prolongados tem sido apontado como fator de risco para problemas circulatórios, especialmente nas pernas.

A posição sentada contínua pode dificultar o retorno venoso, favorecendo o acúmulo de sangue nas extremidades e o surgimento de varizes, inchaço e dores. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 80% da população mundial não atinge o nível mínimo de atividade física recomendado para manter uma boa saúde vascular.

Segundo a cirurgião vascular, Camila Caetano, o hábito de passar horas sentado sem interrupções compromete o retorno venoso. “Pequenas pausas para movimentar as pernas já fazem diferença na prevenção de doenças vasculares”, ressalta.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o tempo prolongado em posição sentada ou em pé está entre os fatores que mais contribuem para a insuficiência venosa crônica. Trabalhadores que fazem home office devem adotar pausas ativas durante a jornada, manter-se hidratados e observar sinais como dor, sensação de peso ou veias dilatadas nas pernas. Procurar avaliação médica em caso de sintomas persistentes é recomendado.

“A cada hora sentada, recomenda-se levantar por ao menos cinco minutos, além de realizar alongamentos e pequenas caminhadas no ambiente doméstico. O uso de apoio para os pés ou cadeira ergonômica também pode auxiliar na melhora do retorno venoso”, explica a médica.

Ela alerta, ainda, que a prática de exercícios físicos regulares, como caminhada, bicicleta ou natação, é apontada como fator protetor. Atividades que estimulam o movimento das panturrilhas, chamadas de “coração periférico”, favorecem o retorno do sangue ao coração.

Um estudo publicado na revista Angiology indica que a compressão prolongada das veias em postura sentada reduz significativamente o fluxo venoso, o que pode gerar complicações se mantido de forma crônica.

Além das varizes, a imobilidade também está associada a um risco aumentado de trombose venosa profunda, especialmente em pessoas com predisposição genética, uso de anticoncepcionais ou histórico de cirurgia recente.

Meu cérebro, minha história: como resgatar memórias antigas fortalece a mente e o coração?

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A memória é o fio invisível que costura nossa identidade. Cada lembrança, seja ela de uma música que embalou a juventude, o cheiro de um bolo saindo do forno da avó, ou a imagem de uma viagem especial, funciona como um elo entre o passado e o presente. Ao resgatar memórias antigas, não apenas revisitamos histórias que moldaram quem somos, mas também oferecemos ao cérebro estímulos valiosos e ao coração conexões emocionais profundas.

 

Neurocientistas apontam que recordar ativa múltiplas áreas do cérebro, como o hipocampo e o córtex pré-frontal, responsáveis pela organização e recuperação da memória. Esse processo fortalece as redes neurais, funcionando como um verdadeiro treino cognitivo. É como se, ao abrir a caixa das recordações, o cérebro estivesse exercitando músculos que, com o tempo, poderiam enfraquecer.

 

Além disso, o ato de rememorar não se limita ao aspecto cognitivo. Ele envolve emoção, já que a amígdala cerebral, ligada ao processamento afetivo, é igualmente ativada. Por isso, uma música antiga pode provocar lágrimas ou sorrisos instantâneos: a memória não é apenas um dado guardado, mas uma experiência vivida novamente.

 

Músicas, cheiros e imagens são portais da memória. Certos estímulos funcionam como chaves que destrancam lembranças adormecidas. Canções da juventude ou da infância têm o poder de transportar a pessoa no tempo. Estudos mostram que ouvir músicas associadas ao passado melhora o humor e pode até reduzir sintomas de ansiedade.

 

O olfato tem ligação direta com áreas do cérebro relacionadas à memória emocional. O simples aroma de café fresco pode despertar lembranças de encontros familiares, por exemplo. Já as fotografias antigas, filmes de época ou mesmo um objeto guardado em casa podem acionar memórias vívidas, funcionando como pontes emocionais entre gerações.

 

Resgatar memórias não significa viver preso ao passado, mas sim reconhecer o caminho percorrido. Ao relembrar, reafirmamos nossa identidade, fortalecemos vínculos com outras pessoas e cultivamos um senso de continuidade da vida. Em idosos, por exemplo, a chamada “terapia da reminiscência” é amplamente utilizada para estimular a memória, reduzir sentimentos de solidão e melhorar a autoestima. Já em pessoas mais jovens, revisitar lembranças pode servir como estratégia de gratidão, ajudando a valorizar conquistas e aprendizados.

 

Num mundo acelerado, em que informações novas surgem a cada instante, voltar-se ao passado é também um gesto de resistência. É lembrar que a mente não é feita apenas de dados a serem processados, mas de histórias que merecem ser revisitadas e celebradas. Resgatar memórias antigas, portanto, é fortalecer não só o cérebro, mas também o coração. É dar vida às emoções que nos moldaram, honrar a trajetória percorrida e manter acesa a chama do que nos torna humanos.

 

Érica Oliveira, gestora pedagógica e franqueada do Supera (Ginástica para o Cérebro)