Durante o estudo de um novo idioma, os alunos passam por vários níveis de aprendizado. E, geralmente, quando atingem o nível intermediário relatam uma sensação de estagnação quando o assunto é a conversação. Apesar de terem uma base sólida de gramática e vocabulário, a transição para uma fala espontânea acaba esbarrando em obstáculos como o perfeccionismo e a falta de exposição prática.
O coordenador acadêmico da Casa Thomas Jefferson em Uberlândia, Abimael Almeida, explica que é possível evoluir nesta fase do aprendizado e desenvolver uma conversação muito mais natural, transformando o conhecimento teórico em segurança na hora de falar. Confira as dicas do especialista para conquistar a fluidez desejada na hora de falar:
- Deixe o perfeccionismo de lado: o maior bloqueio de quem ‘entende tudo, mas não fala’ é o perfeccionismo acadêmico. O aluno quer que a frase saia com a mesma complexidade que ele lê, mas a fala permite maior flexibilidade.
- Narração em voz alta: transforme o dia em um reality show. Narre o que está fazendo: ‘Now I’m making coffee, I need to get some sugar’. Isso cria o caminho neural entre o pensamento e a articulação física, sem a pressão de um interlocutor te julgando.
- Use a técnica de ‘Shadowing’: escolha um vídeo curto ou podcast autêntico e repita as frases imediatamente após o locutor, imitando a entonação e o ritmo. Isso ajuda a “destravar” a musculatura da face para os sons do inglês.
- Troque o ‘I don’t know’ por estratégias de compensação: aprenda a descrever o que esqueceu. Se não lembra a palavra ‘stapler’ (grampeador), diga ‘that thing you use to put papers together’. Ser fluente é saber contornar o que você ainda não sabe falar.
Dominar a conversação exige que o aluno saia da teoria e coloque o idioma “na boca”. Independentemente das estratégias, o objetivo é construir confiança através da repetição, da flexibilidade e, principalmente, sem medo de errar.



