Ninguém Dirá Que é Tarde Demais, peça protagonizada por Arlete Salles, chega a Uberlândia para três apresentações

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Dias 30 setembro, 1 e 2 de outubro, a comédia poderá ser assistida no Teatro Municipal. Os ingressos já estão à venda pelo site www.megabilheteria.com e na loja Inclusive Brechó, na av. Cesário Alvim, 396

Comemorando 65 anos de carreira, Arlete Salles volta à ribalta, com a estreia do espetáculo NINGUÉM DIRÁ QUE É TARDE DEMAIS.  A peça acabou de estrear em São Paulo e Uberlândia é a primeira cidade a conhecê-la, antes mesmo de iniciar a turnê. O texto é do neto de Arlete, Pedro Medina, com quem também contracena na comédia. Além de Pedro, o filho de Arlete – Alexandre Barbalho – e o amigo Edwin Luisi também estarão em cena.

A direção é de Amir Haddad, outro grande parceiro de Arlete. Os dois trabalharam há 35 anos na peça ‘Felisberto e o Café’. “Estou navegando em sentimentos diversos e emoções fortes. Sinto muita felicidade e admiração em ver o meu neto se aproximando dessa profissão, crescendo de forma potente. Estamos aqui corajosamente, ainda na pandemia, ousadamente, com todos os protocolos sanitários, indo juntos para o palco. Não apresentaria meu neto como dramaturgo, se não tivesse confiança no talento dele”, conta Arlete.

Gosto de fazer um teatro esclarecedor. O teatro tem a função de iluminar as pessoas. E digo para todos: ninguém dirá que é tarde demais para coisa alguma. Sempre é o momento de colocar em prática o desejo”, elucida, aos 84 anos, um dos diretores mais premiados e mais presentes na cena brasileira, Amir Haddad.

O título da comédia ‘Ninguém Dirá Que é Tarde Demais’, apresentada pelo Ministério do Turismo e Bradesco Seguros, foi inspirado na canção o Último Romance, da banda Los Hermanos. O autor Pedro Medina conta a história de Luiza (Arlete Salles) e de Felipe (Edwin Luisi). Por causa da pandemia, Luiza recebe, em casa, o neto Márcio (Pedro Medina). Paralelo a esta trama, Felipe, por problemas financeiros, vai morar com o filho Mauro (Alexandre Barbalho). Luiza e Felipe são vizinhos de prédios diferentes, com paredes grudadas, e estão muito sensíveis às questões da Covid-19, às questões financeiras, aos problemas domésticos e começam a implicar um com o outro sem saber a identidade de cada um. Até que um dia os dois, com máscara e álcool gel, vão rapidamente à rua, se encontram sem saber que são vizinhos. Com muita leveza, humor e dando a dimensão da solidão desses dois septuagenários, a comédia ratifica NINGUÉM DIRÁ QUE É TARDE DEMAIS. “Ainda não elaboramos todas as perdas que a pandemia provocou, mas entender o que já passou e o que ainda estamos vivendo, através da perspectiva do humor, da tolerância e do amor é a proposta da minha comédia”, detalha Pedro Medina.

Eu e Arlete somos amigos há anos. Fizemos um trabalho há 35 anos e nunca mais nos separamos.  Pedro e Alexandre trabalharam muito comigo no Tá Na Rua”, revela Amir Haddad. “Apesar de 50 anos de carreira, nunca trabalhei com o Amir, nem o conhecia pessoalmente, mas sempre o admirei. Estou há dois anos sem fazer teatro, decidi participar deste espetáculo porque senti que estou fazendo parte da história de uma família. Achei que era um bom momento para recomeçar”, conta Edwin. Juntos, Amir, Arlete e Edwin somam mais de 160 anos de trajetória artística.

Outro parente participa da peça. Enteado de Arlete, irmão de Alexandre e tio de Pedro, Lucio Mauro Filho assina a direção musical do espetáculo, junto com Máximo Cutrim. “Fiquei feliz demais com meu sobrinho me dando emprego, rs, e me trazendo para esse lugar quente e amoroso, que é trabalhar em família. Pedro inseriu a pandemia na dramaturgia, como pano de fundo para o momento que estamos vivendo, foi um gol”, explica Lucinho.

Completam a ficha criativa: José Dias no cenário, Aurélio de Simoni na luz e Carol Lobato nos figurinos. Carol Lobato, figurinista da peça diz que as roupas são leves e divertidas, como a direção do Amir e completa: “Como a peça se passa durante a pandemia, pensei num figurino único para cada ator. Afinal, mesmo com a passagem de tempo, durante o período de quarentena, todos os dias pareciam iguais”.

Segundo o iluminador Aurélio de Simoni, a luz não terá excessos de movimentos, “tenho o objetivo de sublinhar as interpretações dos atores, sem que a percepção do nosso público seja estimulada de forma excessiva. Gosto sempre de frisar que iluminar não é sinônimo de clarear”.

José Dias, que assina a cenografia, não poetiza as cenas, “a palavra tem potência grande, permitindo ao público uma leitura objetiva com visual simples, funcional e teatral”, esmiúça Dias.

Eu queria muito a oportunidade de ter um trabalho no teatro com a minha avó, de ser colega de cena de Arlete Salles. Levei um texto para Rose, mas ela já tinha um outro projeto. Resolvemos juntar uma ideia com a outra e surgiu: Ninguém Dirá Que É Tarde Demais”, revela Pedro Medina.

Eu e meus produtores parceiros – Marcio Sam e Túlio Rivadávia – queríamos encenar um espetáculo que retratasse o amor na terceira idade. O Túlio, ouvindo a música ‘Último Romance’, encontrou um fio condutor para o projeto. Na mesma época, o Pedro me ligou dizendo que gostaria de fazer um espetáculo com a avó e o pai dele. Juntamos às vontades de Pedro trabalhar com a família, com a nossa de falar de amor na terceira idade.”, detalha Rose Dalney, que em parceria com os produtores Márcio Sam e Túlio Rivadávia, assinam a realização e idealização de “Ninguém Dirá Que é Tarde Demais”.

Minha avó é uma colega de cena fantástica. Uma atriz que admiro muito. Tem sido muito bom estar com ela. E meu pai é aquela segurança. Sempre troquei com ele minhas questões relacionadas ao texto. Um privilégio no meio de uma pandemia conseguir fazer um projeto desse com minha avó e meu pai. Sou muito grato aos produtores pelo convite e estou muito feliz de poder mostrar meu trabalho como dramaturgo”, esclarece Medina.

O que me fez entrar nessa peça? A qualidade do texto; Amir Haddad, como diretor; e trabalhar com a família da Arlete. Estou contracenando com ela, o filho e o neto. Sou o intruso, rs. Mas fui lindamente acolhido”, conta Edwin.

O teatro proporciona uma intimidade muito grande durante o processo criativo. Alexandre Barbalho diz que no caso dele: “tem a admiração e tem a crítica diferenciada que vem de duas pessoas muito amadas, meu filho e minha mãe. Viver isso tem sido muito saboroso e desafiador”.

Acho normal que o filho queira seguir a carreira dos pais. Sabíamos que um dia aconteceria o encontro, mas não sabíamos quando nem como. Acabou que não partiu de mim esse movimento. Foi meu neto, com uma completude maravilhosa, porque ele não veio só ficar comigo no palco como ator, ele veio também como autor, com o texto. Vou interpretar o texto do meu neto”, finaliza, orgulhosa, Arlete Salles.

FICHA TÉCNICA
Texto: Pedro Medina
Diretor Artístico: Amir Haddad
Diretor Musical: Lúcio Mauro Filho e Máximo Cutrim
Elenco: Arlete Salles, Edwin Luisi, Alexandre Barbalho e Pedro Medina
Cenógrafo: José Dias
Figurinista: Carol Lobato
Iluminador: Aurélio De Simoni
Cinematografia: Chamon Audiovisual
Produtores Associados e Idealização: Rose Dalney, Túlio Rivadávia e Marcio Sam
Designer: Gustavo Daldegan
Fotógrafa: Larissa Marques e Guga Melgar
Marketing Digital: Juliana Braga (Triunfo Estúdio Digital) e Tiago da Silveira (Aparato Virtual)
Texto press release: Eduardo Barata
Produção Executiva: Sarah Alonso Financeiro: Mariana Teixeira
Assistente De Produção: Katerina Amsler
Realização: Rivadavia Comunicação, Miniatura 9 Produções e Religar Comunicações

SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS
Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas.

Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderella”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Conserto para Dois”, além da “Série Dell’Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.

Durante a pandemia de Covid-19, grandes atrações do Circuito Cultural Bradesco Seguros migraram para o ambiente digital, em formato de lives. Espetáculos como “Selfie”, “Tudo que Eu Queria te Dizer” e “Minimanual de Qualidade de Vida” puderam ser conferidos no canal oficial da seguradora no YouTube. A expectativa é que outras manifestações artísticas façam parte desse novo modelo de levar arte e cultura ao público brasileiro.

SERVIÇO UBERLÂNDIA
NINGUÉM DIRÁ QUE É TARDE DEMAIS
Local: Teatro Municipal
Endereço: Av. Rondon Pacheco, 7070 – Tibery
Dia: 30 de setembro, 1 e 2 de outubro, sexta a domingo
Horário: às 20h
Ingressos: R$50,00 a meia entrada e R$100,00 a inteira | Megabilheteria (www.megabilheteria.com) e loja Inclusive Brechó, na avenida Cesário Alvim, 396.
Ou na bilheteria do teatro, na semana do espetáculo | A bilheteria funciona de terça a domingo, de 12h até 18 horas e nos dias das apresentações até o início do espetáculo
Classificação:14 anos
Duração:100 minutos.
Assessoria local de imprensa: Cristiane Guimarães
Produção local: Carlos Guimarães Coelho e Maíra Pelizer – Uberlândia na Rota do Teatro