terça-feira, maio 5, 2026
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Doenças inflamatórias intestinais: quando a cirurgia robótica se torna aliada no tratamento

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A cirurgia robótica tem se consolidado como um avanço importante no tratamento cirúrgico das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, especialmente quando o tratamento clínico deixa de apresentar resultados satisfatórios. No ICR.T, essa tecnologia integra uma abordagem moderna, segura e centrada no bem-estar do paciente.

Segundo o Dr. Vinicio Marques Martins, coloproctologista do ICR.T, a indicação cirúrgica ocorre, principalmente, diante de complicações como obstruções recorrentes, fístulas complexas, abscessos, perfuração intestinal, doença refratária ao tratamento medicamentoso ou ainda na presença de displasia e câncer. “Nesses cenários, a cirurgia passa a ser fundamental para controlar a doença e preservar a qualidade de vida do paciente”, explica.

Precisão cirúrgica e preservação funcional
A decisão pela cirurgia robótica leva em conta fatores clínicos relevantes, sobretudo em pacientes que convivem com a doença por muitos anos e podem necessitar de mais de uma intervenção ao longo da vida. “Minimizar o trauma cirúrgico e preservar o máximo possível do intestino são objetivos centrais. A precisão da cirurgia robótica faz toda a diferença nesse contexto”, destaca o especialista.

De acordo com o Dr. Vinicio, a tecnologia permite uma abordagem extremamente cuidadosa, com foco na preservação do comprimento intestinal e da função digestiva, aspectos essenciais para o prognóstico e a adaptação do paciente no pós-operatório.

Vantagens da cirurgia robótica em relação às técnicas convencionais
Quando comparada às técnicas tradicionais, a cirurgia robótica oferece benefícios significativos. A visão tridimensional ampliada possibilita melhor identificação de vasos, nervos e planos anatômicos, enquanto os instrumentos articulados permitem movimentos mais precisos, inclusive em áreas de difícil acesso, como a pelve.

“A eliminação dos tremores naturais das mãos e o controle refinado dos movimentos favorecem dissecações delicadas e suturas mais seguras, contribuindo para a preservação de tecidos saudáveis e estruturas funcionais importantes”, afirma o coloproctologista do ICR.T.

Menos complicações e recuperação mais rápida
Essas características impactam diretamente na redução das complicações pós-operatórias. O menor trauma cirúrgico está associado a menor risco de infecções, menor perda sanguínea, melhor controle da hemostasia e redução da formação de aderências. Além disso, a precisão na confecção das anastomoses diminui o risco de falhas suturais, um fator crítico em cirurgias intestinais complexas.

Do ponto de vista do paciente, os ganhos são perceptíveis. “Observamos menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida das funções intestinais, menor tempo de internação hospitalar e retorno mais precoce às atividades cotidianas e profissionais”, ressalta o médico.

Qualidade de vida como foco do tratamento
Além dos benefícios físicos, a cirurgia robótica também impacta positivamente a qualidade de vida. Há redução do sofrimento emocional, preservação da autoestima e menor limitação funcional, fatores especialmente relevantes para pacientes que convivem com doenças crônicas.

A tecnologia também amplia as possibilidades de abordagem minimamente invasiva em casos avançados ou recorrentes das DIIs. “Situações que antes exigiam cirurgia aberta hoje podem ser tratadas por via minimamente invasiva, com melhores resultados funcionais e menor taxa de conversão para cirurgia aberta”, explica o Dr. Vinicio.

Tecnologia a serviço do cuidado individualizado
Embora os desfechos clínicos de longo prazo sejam semelhantes aos da laparoscopia convencional, a cirurgia robótica se destaca pela maior segurança operatória, preservação funcional e melhor experiência no pós-operatório. “Ela não substitui a indicação clínica adequada, mas amplia as opções terapêuticas, permitindo tratamentos mais precisos, menos traumáticos e alinhados com a dignidade do paciente”, conclui.

No ICR.T, a cirurgia robótica integra um cuidado multidisciplinar, personalizado e baseado em evidências, reforçando o compromisso da instituição com inovação, segurança e qualidade de vida para pacientes com doenças inflamatórias intestinais.

Calor extremo exige atenção redobrada com idosos e crianças

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O aumento das temperaturas nas últimas semanas acende um sinal de alerta para dois grupos especialmente vulneráveis: idosos e crianças. No Hospital Mater Dei Santa Genoveva, especialistas reforçam que os efeitos do calor extremo podem surgir de forma rápida e silenciosa, exigindo prevenção contínua e atenção à rotina.

Por que o calor é mais perigoso para idosos
Segundo o Dr. Tiago Ferolla, Geriatra do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, “os idosos têm maior risco de complicações durante ondas de calor porque o corpo deles regula a temperatura com menos eficiência”. Alguns fatores explicam essa vulnerabilidade:

* Menor capacidade de suar, o que dificulta a perda de calor;

* Desidratação mais rápida, pois o corpo retém menos água;

* Sensação de sede reduzida, fazendo com que demorem a perceber que precisam beber líquidos;

* Doenças crônicas como hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca, que prejudicam a adaptação ao calor;

* Uso de medicamentos (diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, antipsicóticos) que podem alterar a hidratação ou a regulação térmica;

* Mobilidade reduzida, o que limita a busca por locais mais frescos ou ventilados.

Como resultado, “o idoso pode desenvolver rapidamente exaustão pelo calor, pressão baixa, tonturas, confusão mental e até um golpe de calor, que é uma emergência médica”, completa o Dr. Thiago.

Por que o calor é mais perigoso para crianças
Três fatores, de acordo com o Dr. Murillo Tripode, pediatra do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, deixam as crianças mais vulneráveis ao calor: “dependência dos adultos para beber água ou líquidos; exposição maior ao sol por passarem mais tempo ao ar livre, em praças, clubes, por exemplo; e, por fim, o fato de ainda não possuem um centro de termorregulação desenvolvido”.

O pediatra ressalta que “a desidratação é uma patologia muito grave na pediatria, classificada em leve, moderada e grave, que pode levar a convulsões, coma, irritabilidade. Além disso, a perda de eletrólitos pode causar, inclusive, prejuízo cerebral ou intestinal”.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados
“Nas crianças, os principais sintomas relacionados ao calor extremo incluem olho encurvado, vermelhidão, diarreia e vômito que não cessam, pele seca, boca seca e frequência cardíaca aumentada. Nesses casos, a criança deve ser levada a um pronto socorro imediatamente”, adverte o Dr. Murillo.

Já nos idosos, esclarece o Dr. Thiago, mesmo pequenas perdas de líquidos podem gerar instabilidade clínica importante. A desidratação pode evoluir de forma silenciosa e causar riscos graves, como:

* Queda da pressão arterial, aumentando chances de desmaios e quedas;

* Confusão mental ou sonolência, frequentemente confundidas com piora cognitiva;

* Risco aumentado de infecção urinária, muito comum no calor;

* Risco de trombose, pois o sangue fica mais espesso quando há pouca hidratação;

* Possibilidade de internação, especialmente em casos de exaustão pelo calor ou golpe de calor.

O geriatra alerta também que “devem ser observados alguns sinais de alerta, como boca seca, urina escura, tontura, fraqueza. Assim como procurar atendimento imediato, se houver confusão mental súbita, febre alta sem causa aparente, falta de ar, desmaio ou pele muito quente e seca (sinal de golpe de calor). Idosos com demência, mobilidade reduzida ou doenças crônicas devem ser observados mais de perto”.

Cuidados simples que fazem diferença
Segundo os dois especialistas, os tutores ou cuidadores podem tomar algumas medidas diárias, que ajudam a reduzir riscos nos dois casos:

A) Hidratação
* Oferecer água com frequência (alternativas: água saborizada, água de coco, chás gelados ou sucos diluídos).

B) Ambiente
* Manter a casa arejada, com ventiladores ou ar-condicionado, quando possível;

* Oferecer locais sombreados e evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;

* Roupas leves, claras e de tecidos naturais.

C) Alimentação
* Refeições leves, frutas ricas em água (melancia, melão, laranja);

* Evitar excesso de sal, que aumenta perda de líquidos.

Cuidado que acompanha a rotina das famílias
O Mater Dei Santa Genoveva reforça o compromisso com a saúde preventiva, oferecendo acolhimento, orientação e infraestrutura completa para atender as famílias em momentos de necessidade.

A ciência do movimento: o que realmente acontece no seu corpo quando você treina

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Com o início de um novo ano, as academias recebem uma leva significativa de alunos em busca de uma vida mais saudável. O Brasil, aliás, é o segundo país do mundo com mais frequentadores desses espaços de treino. Uma pesquisa divulgada pela Statista no início de 2025 revelou que 24% dos brasileiros afirmaram ter frequentado salas de musculação e outras atividades físicas nos últimos 12 meses — índice superado apenas pela Índia, que lidera com 27%.

Embora as academias façam parte do nosso dia a dia, são poucos aqueles que se exercitam sabendo o que está por trás de cada esforço nos aparelhos: o corpo reage a cada estímulo com uma série de ajustes fisiológicos que promovem saúde, condicionamento e bem-estar. E não se trata apenas de “queimar calorias”, mas de transformar o organismo como um todo. É esse universo pouco visível, mas essencial, que revela a real importância de praticar atividade física com regularidade e consciência.

Segundo a especialista em fisioterapia cardiorrespiratória Luana Godoy, professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário UniBH – integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima – logo nos primeiros minutos de atividade física, o corpo inicia um período de adaptação: a frequência cardíaca e a pressão arterial aumentam gradualmente para garantir o fluxo de sangue necessário aos músculos. A respiração acelera para suprir a demanda de oxigênio, enquanto moléculas energéticas como o ATP (adenosina trifosfato) são quebradas para gerar energia imediata. “Há também liberação de hormônios como adrenalina — responsáveis pelas adaptações cardiovasculares e respiratórias — e um aumento temporário da glicose no sangue, especialmente em treinos de resistência, para abastecer a musculatura”.

Ainda de acordo com Godoy, a partir da prática regular e orientada de exercícios, diversas adaptações positivas ocorrem: músculos ganham aumento de resistência e força, e, em muitos casos, hipertrofia, resultado da reparação das microlesões nas fibras musculares provocadas pelo treino de força. “A massa muscular cresce e a musculatura se torna mais forte”, completa.

Já o coração se adapta aumentando seu tamanho e a massa do ventrículo esquerdo, o que permite bombear mais sangue a cada batimento. Isso melhora a eficiência cardíaca, reduz a frequência de batimentos e contribui para uma circulação mais eficaz, controle da pressão arterial e metabolismo lipídico mais saudável. “A musculatura respiratória também se fortalece. Consequentemente a expansão pulmonar melhora e a troca gasosa se torna mais eficiente. Com isso, a oxigenação dos tecidos é otimizada, beneficiando todo o organismo”, explica

Luana faz questão de reforçar que o exercício físico regular traz vantagens que vão além do ganho de massa muscular ou da melhora do condicionamento cardiorrespiratório. Os benefícios vão desde a saúde do sistema imunológico, com melhora da circulação de células de defesa e redução da inflamação, à saúde cerebral, neuroproteção e controle da dor crônica.

Treinar com inteligência: por que a orientação profissional faz diferença?
Exercitar-se de forma consciente, conforme destaca a fisioterapeuta, significa respeitar a individualidade: avaliar a condição física, escolher o tipo de treino adequado, determinar carga, intensidade e frequência corretas. “Um treino bem prescrito, com acompanhamento profissional, faz a diferença. Por outro lado, treinar sem orientação, com sobrecarga exagerada, técnica incorreta ou sem respeito aos sinais do corpo eleva o risco de lesões”, explica.

Sinais de boa adaptação incluem disposição, melhora da força, sono, humor e desempenho. Já indícios de alerta podem ser fadiga excessiva, dores persistentes, tontura, queda de desempenho ou lesões. “Suar muito não significa treinar melhor; o indicador de um bom treino não está na quantidade de suor, mas na constância, na técnica correta e na recuperação adequada”, esclarece Luana Godoy.

Por fim, a especialista enfatiza que o exercício físico não é apenas um meio para estética ou condicionamento imediato, mas um investimento de médio e longo prazo na saúde global do corpo e da mente. “Da próxima vez que você calçar os tênis ou entrar na academia, vale lembrar: cada batida de coração acelerada, cada respiração ofegante, cada gota de suor são sinais de mudanças profundas em nível celular, circulatório e metabólico, e de que o corpo está respondendo de forma inteligente, sempre que respeitado”.

Festa oficial de aniversário do bloco Funk You abre o pré-Carnaval de BH em 2026

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Festa do Bloco Funk You – Leandro Guerreiro.

 O pré-Carnaval de Belo Horizonte já tem data para começar em alto astral: no próximo domingo, 11 de janeiro, o Bloco Funk You realiza sua festa oficial de aniversário, celebrando 9 anos de história em um evento que se consolidou como referência na cidade. A edição deste ano acontece em local inédito, no Distrital (Mercado Distrital do Cruzeiro – Rua Opala, 55, Cruzeiro), das 15h às 23h, com os shows completos do Funk You e de Felipe Hott e banda. Os ingressos podem ser adquiridos por meio da plataforma Sympla, com opção de Camarote Open Bar.

O show do Funk You vai contar ainda as participações especiais de Juninho Papauê, Pedro, do grupo do Bigode e outros nomes que serão anunciados em breve.  “A nossa festa de aniversário virou tradição na cidade. É quando a gente abre o pré-Carnaval de BH do nosso jeito: com música, dança e uma energia que mistura palco e rua, todo mundo junto”, afirma Lucas Moraes, idealizador e líder do bloco. “Completar 9 anos em 2026 é a prova de que BH abraçou essa proposta — e a gente quer retribuir com uma edição especial, em um lugar novo, com estrutura melhor e uma programação que faz jus a essa história. E o melhor, vamos revelar o tema do nosso desfile durante o evento”, completa.

Além do show do Funk You, a programação traz uma atração inédita na festa: Felipe Hott e sua banda, um dos nomes mais vibrantes do cenário musical local. Com performance marcada por presença de palco e repertório que transita entre pagode baiano, axé e ritmos de grande impacto, o artista chega para ampliar o clima de celebração.

“A gente pensou essa edição para ser, de fato, o pontapé do pré-Carnaval: um evento para o público sair com a sensação de que a cidade já entrou no modo Carnaval”, diz Lucas Moraes. “Ter o Felipe Hott e banda nessa festa soma muito — é uma energia que conversa com a nossa, com repertório para cima e com aquela entrega que faz a pista ferver” finaliza.

Sobre o Funk You

Fundado em dezembro de 2016, o Bloco Funk You surgiu da mobilização de um grupo de amigos com a proposta de ocupar o Carnaval de rua de Belo Horizonte com uma identidade pouco comum na folia da época: um repertório 100% dedicado ao funk, conduzido com bateria e linguagem de escola de samba. Desde então, o bloco se consolidou como um dos nomes mais reconhecidos do Carnaval da capital mineira, acompanhando e ajudando a impulsionar o crescimento da festa na cidade, especialmente ao ampliar a diversidade sonora dos desfiles e reforçar a presença do funk como expressão cultural legítima dentro da maior celebração popular da cidade.

Hoje, o Bloco Funk You é frequentemente citado como um dos blocos de maior destaque do Carnaval de Belo Horizonte. Para além do Carnaval, o grupo também opera em formato de show e circulação, com agenda movimentada ao longo do ano, com apresentações que acontecem em Belo Horizonte e em diferentes cidades de Minas Gerais — e que se intensificam entre janeiro e fevereiro, acompanhando o aquecimento do pré-Carnaval e do Carnaval, com eventos abertos e fechados.

Siga o Funk You nas redes sociais:

  • YouTube: Bloco Funk You
  • Facebook: Bloco Funk You
  • Instagram: @blocofunkyou

Serviço

Festa oficial de aniversário do Bloco Funk You (9 anos)

Data: Domingo, 11 de janeiro

Horário: 15h às 23h

Local: Distrital (Mercado Distrital do Cruzeiro – Rua Opala, 55, Cruzeiro – BH/MG)

Destaques da programação:

Show ao vivo do Bloco Funk You com participações especiais de Juninho Papauê, Pedro, do grupo do Bigode e outros nomes que ainda serão anunciados

Felipe Hott e banda (pagode baiano e axé)

Mezanino com camarote open bar (chopp Verace, drinks da Equilibrista, suco, água e refrigerante)

Ingressos: Sympla – https://www.sympla.com.br/evento/funk-you-9-anos-festa-de-aniversario/3263061

Gerir expectativas é chave para saúde emocional

A dificuldade em lidar com frustrações, conflitos nos relacionamentos e sensação recorrente de decepção tem uma origem comum, a má gestão das expectativas. Em um cenário de cobranças crescentes, metas idealizadas e comparações constantes, aprender a alinhar expectativa e realidade tornou-se um dos principais desafios para a saúde emocional.

Segundo o psicanalista especialista em Desenvolvimento Humano Betto Alves, grande parte do sofrimento emocional não nasce dos fatos em si, mas da expectativa criada em torno deles. “As pessoas sofrem menos pelo que acontece e mais pelo que esperavam que acontecesse. Quando a expectativa não é comunicada, alinhada ou revisada, ela se transforma em frustração”, explica.

No ambiente profissional, a falta de gestão de expectativas está diretamente ligada ao desgaste emocional, conflitos entre equipes e queda de desempenho. “Quando não há clareza sobre papéis, limites e resultados possíveis, cria-se um terreno fértil para cobranças silenciosas e ressentimentos”, afirma Betto. Para ele, isso vale tanto para relações de trabalho quanto para vínculos familiares e afetivos.

Um erro comum, segundo o psicanalista, é confundir expectativa com controle. “Muitas pessoas acreditam que criar expectativas altas é uma forma de motivação, mas na prática isso gera ansiedade e sensação constante de insuficiência. Expectativa saudável é aquela que considera a realidade, o contexto e as limitações humanas”, pontua.

A gestão emocional passa, necessariamente, pelo autoconhecimento. Betto explica que compreender as próprias necessidades e limites é essencial para estabelecer expectativas mais realistas. “Quando a pessoa não sabe exatamente o que precisa, ela projeta no outro uma expectativa confusa, e isso gera ruído, cobrança e frustração”, destaca.

Outro ponto importante é a comunicação. Expectativas não verbalizadas tendem a se transformar em conflitos internos ou externos. “Esperar que o outro adivinhe o que eu quero é uma armadilha emocional. A comunicação clara é uma ferramenta fundamental para relações mais saudáveis”, reforça o psicanalista.

Para Betto Alves, gerir expectativas não significa baixar sonhos ou se conformar, mas amadurecer emocionalmente. “É possível ter ambição, planos e desejo de crescimento sem viver refém de idealizações. A maturidade emocional está em ajustar o que se espera ao que é possível, sem perder o senso de propósito”, afirma.

Em um mundo marcado pela velocidade da informação e pela cultura da performance, a gestão de expectativas se torna um exercício diário de equilíbrio emocional. “Aprender a lidar com frustrações, rever expectativas e aceitar limites não é sinal de fraqueza, é sinal de inteligência emocional”, conclui.

Higiene bucal nas férias: veja 5 dicas de como manter os cuidados fora da rotina

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Você já parou para pensar como as férias podem comprometer a saúde bucal? Um levantamento do National Center for Biotechnology Information (NCBI) aponta que mudanças de rotina, especialmente em viagens, fazem com que mais de 40% das pessoas reduzam a frequência de escovação e fiquem longos períodos sem higienizar a boca. Essa quebra de hábitos aumenta o risco de acúmulo de placa bacteriana, inflamação gengival e até problemas em implantes.

Segundo o Dr. Paulo Yanase, dentista da Oral Sin, rede de implantes dentários, isso acontece porque as férias costumam bagunçar horários e trocar hábitos saudáveis por praticidade. “O principal erro é perder a regularidade. Quando a rotina muda, muita gente deixa de escovar nos horários adequados, esquece o fio dental e passa muitas horas sem higienizar a boca. O problema se intensifica à noite, quando a proliferação bacteriana é maior e justamente quando mais pessoas dormem sem escovar os dentes durante viagens. Em casos de quem tem implantes, essa negligência favorece inflamações e até peri-implantite”, explica.

Para manter os cuidados bucais mesmo fora da rotina, o Dr. Paulo lista 5 dicas essenciais:

1. Monte um kit portátil de higiene bucal
Inclua mini escova, creme dental pequeno, fio dental, escova interdental e enxaguante sem álcool. Esse kit garante higienização adequada em qualquer banheiro de restaurante, aeroporto ou passeio, evitando longos períodos de acúmulo bacteriano, especialmente importante para quem usa implantes.

2. Use a técnica do “enxágue estratégico” quando não puder escovar
Se estiver em deslocamentos longos e sem acesso a um banheiro, beba água ou faça bochechos só com água após comer. Isso ajuda a remover resíduos, reduzir a acidez e retardar a formação da placa, preservando o esmalte até que seja possível escovar corretamente.

3. Consuma alimentos que ajudam na limpeza natural
Cenoura, maçã e queijo estimulam a salivação, que é uma proteção natural da boca. A saliva neutraliza ácidos e auxilia na remoção de partículas, funcionando como uma “limpeza” quando a higienização está atrasada.

4. Ajuste o consumo de doces e bebidas ácidas ao momento da escovação
Drinks cítricos, refrigerantes e sorvetes aumentam a acidez da boca e favorecem erosão. Por isso, consuma quando você sabe que poderá escovar logo depois, assim, reduz o tempo de exposição dos dentes aos ácidos e evita danos ao esmalte.

5. Nunca abra mão da escovação noturna
Mesmo cansado após um dia de praia, trilha ou viagens longas, a escovação antes de dormir é indispensável. À noite, a produção de saliva diminui, deixando a boca mais vulnerável à ação das bactérias. Essa escovação compensa eventual atraso durante o dia e evita inflamações.

No fim das contas, manter a saúde bucal nas férias depende mais de atenção do que de esforço. Não é sobre ter uma rotina perfeita todos os dias, e sim sobre evitar longos períodos sem higienização e adotar pequenas estratégias que fazem grande diferença. Com os cuidados certos, é totalmente possível aproveitar as férias sem colocar dentes, gengivas e implantes em risco”, finaliza o Dr. Paulo Yanase.

Sobre a Oral Sin
Fundada em 2004, em Arapongas, Paraná, a Oral Sin é a maior rede de franquias de implantes dentários do país e, desde 2009 atua no segmento de franquias. Presente em todo o país, é pioneira na adoção de tecnologias digitais ligadas à odontologia. Além dos implantes, também oferece atendimento clínico em geral, próteses dentárias, estética dental, ortodontia, toxina botulínica e enxerto ósseo.

Atendimento odontológico humanizado e de excelência, acolhimento, respeito, carinho e flexibilidade no pagamento – que promove o melhor custo-benefício do mercado – estão entre seus pilares.

Dmae inicia distribuição dos carnês da Taxa de Coleta de Lixo de 2026

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Os contribuintes de Uberlândia começarão a receber, a partir desta primeira semana de janeiro, os carnês referentes à Taxa de Coleta de Lixo de 2026. A cobrança será realizada por meio de carnê para apartamentos em condomínios verticais, casas de colônia e imóveis com saneamento suspenso. Nesses casos, o carnê será encaminhado pelos Correios para o endereço do imóvel correspondente à cobrança.

A Taxa de Coleta de Lixo poderá ser paga em até 12 parcelas, com vencimento da primeira a partir de 31 de janeiro de 2026. Os contribuintes que receberem o carnê impresso e optarem pelo pagamento à vista já encontrarão essa opção disponível na própria guia.

Para os demais contribuintes cuja taxa é incluída na fatura de água, a opção de pagamento à vista está disponível por meio do portal do DMAE 2° via (www.dmae.mg.gov.br), na aba Coleta de Lixo > “Gerar boleto para pagamento à vista”, ou presencialmente na Plataforma de Atendimento, localizada na Avenida Rondon Pacheco, nº 6.400.

Aqueles contribuintes cuja taxa é incluída na fatura de água e que desejarem pagar a Taxa de Coleta de Lixo separadamente da conta de água, em até 12 parcelas, deverão comparecer presencialmente à Plataforma de Atendimento, no endereço acima, para solicitar o desmembramento.

Caso o contribuinte perca o carnê ou enfrente qualquer situação que impeça o recebimento da guia, há possibilidade de emitir segunda via, já disponível, por meio do portal do DMAE (www.dmae.mg.gov.br), na aba Coleta de Lixo > Reimpressão do Carnê de Coleta de Lixo.

A Taxa de Coleta de Lixo é destinada ao custeio dos serviços de coleta de lixo convencional e coleta seletiva em Uberlândia. Em 2025, o Dmae recuperou 7,1 toneladas de materiais recicláveis, que foram destinadas às associações e cooperativas de reciclagem, além de 238.796 toneladas de resíduos sólidos convencionais, encaminhadas ao aterro sanitário municipal.

Tarifa Social do Dmae
Os imóveis inscritos na Tarifa Social do Dmae, conforme a Lei Complementar nº 309/2003, assim como os imóveis isentos de IPTU, permanecem com os mesmos critérios de isenção da Taxa de Coleta de Lixo, estabelecidos pela Lei Complementar nº 641/2018.

Hospital Felício Rocho realiza sua primeira cirurgia robótica cardíaca, em novembro

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O procedimento menos invasivo agrega mais segurança, assertividade e precisão, além de uma recuperação mais rápida e com menor desconforto para o paciente, em diversos tratamentos cardíacos 

Bigode Comunique-se 

O procedimento é menos invasivo, mais seguro, assertivo e preciso, com recuperação mais rápida e menor desconforto para o paciente 

Realizada em novembro, a primeira cirurgia robótica cardíaca do Hospital Felício Rocho (HFR) não só foi muito bem sucedida como vem superando as expectativas no alcance dos objetivos e no âmbito da recuperação mais rápida do paciente. A equipe médica foi coordenada pelo cirurgião cardiovascular, Dr. Renato Bráulio. “A cirurgia robótica evolui há mais de 20 anos na área de saúde e, no nosso setor cardiologia, ela alcançou um nível de desenvolvimento em que podemos aplicar esse método com muita segurança, assertividade e precisão, possibilitando uma recuperação mais rápida e com menor desconforto para o paciente”, destaca o médico. Esse paciente se recupera bem e já retoma suas atividades de rotina, menos de um mês após o procedimento.    

O especialista explica que o paciente procurou o HFR com quadro de insuficiência mitral grave, buscando um tratamento mais moderno e menos invasivo. “Essa pessoa chegou com sintomas severos de falta de ar, palpitações e cansaço crônico, mas não queria ser tratado com incisão grande, por meio da esternotomia, que é o procedimento habitual em cirurgias cardíacas. Nossa equipe avaliou o quadro com novos exames e concluiu que esse era um caso compatível com o tratamento do nosso Programa de Cirurgia Cardíaca Robótica, iniciado recentemente no Felício Rocho”, relata Dr. Renato Bráulio. 

Insuficiência mitral consiste em um problema cardíaco em que a válvula mitral não fecha corretamente durante a contração do coração, causando um refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo, que pode ser leve, moderado ou grave. Isso sobrecarrega o coração e pode levar a sintomas intensos como fadiga, falta de ar, inchaço nos membros inferiores e até insuficiência cardíaca. No caso do primeiro paciente de cirurgia robótica do HFR, esse refluxo era grave e exigia um tratamento imediato.  

Oferecer uma alternativa menos invasiva também foi importante para essa pessoa, já que a esternotomia é um procedimento cirúrgico que envolve uma abertura no osso do peito (o esterno) – cujas metades são unidas novamente por meio de fios de aço -, para criar acesso ao coração e aos grandes vasos sanguíneos. Essa técnica implica em um processo de recuperação mais lento, cuidadoso e sofrido para o paciente. Os principais benefícios da cirurgia robótica cardíaca para o paciente incluem incisões menores, menos dor, menor risco de infecção, tempo de internação reduzido e uma recuperação mais rápida, em comparação com a cirurgia cardíaca tradicional de peito aberto.  

“Ao invés de uma tradicional esternotomia, são feitas pequenas incisões no espaço entre as costelas. A vantagem tecnológica é muito grande, porque o robô tem braços específicos, muito habilidosos e pequenos, que conseguem entrar por meio de pequenas cavidades. Além disso, nos permite ter uma imagem ampliada, em terceira dimensão e com melhor visibilidade, por meio da qual nós médicos conseguimos ver os mínimos detalhes de todas as estruturas, fazendo correções com muita perfeição”, pontua o cirurgião cardíaco do HFR. 

Principais indicações para cirurgias robóticas cardíacas 

É importante ressaltar que a cirurgia robótica cardíaca não é indicada para todos os pacientes. A elegibilidade depende de uma avaliação clínica criteriosa, com exames de imagem, para que o especialista determine qual a técnica de tratamento mais adequada para cada caso.  

Atualmente, esse método é indicado para o tratamento de doenças da valva mitral, revascularização do miocárdio e correção de problemas congênitos específicos. Veja abaixo alguns diagnósticos em que a tecnologia pode ser adotada.    

Doença da Valva Mitral: é uma das indicações mais comuns, permitindo o reparo (plastia) ou a substituição da válvula com alta precisão. 

Doença Arterial Coronariana (DAC): utilizada na cirurgia de revascularização do miocárdio totalmente endoscópica (CABG), em que o cirurgião desvia artérias bloqueadas para melhorar o fluxo sanguíneo. 

Defeitos Cardíacos Congênitos: pode ser empregada na correção de certas condições, como a comunicação interatrial (CIA). 

Arritmias: usada no tratamento híbrido da fibrilação atrial, uma arritmia comum e grave. 

Tumores Cardíacos: indicada para a ressecção (remoção) de tumores dentro do coração. 

Doenças do Pericárdio: pode ser aplicada em procedimentos como a pericardiectomia (remoção de parte ou de todo o pericárdio, a membrana que envolve o coração). 

Crédito: Acervo Hospital Felicio Rocho

Temperatta identifica e acompanha as mudanças nas preferências do consumidor brasileiro por especiarias

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Empresa mineira desenvolve produtos seguindo as principais tendências do mercado nacional de temperos 

 

O Brasil projeta um crescimento anual e sustentável do mercado de temperos de 4,61%, até 2028, baseado em tendências apontadas pelo setor em 2025. Referência no mercado de temperos e especiarias, a Temperatta tem acompanhado de perto as mudanças no comportamento do consumidor brasileiro, que demanda cada vez mais por praticidade sem abrir mão do sabor autêntico de produtos regionais, da alimentação saudável e de novas experiências gastronômicas em casa. 

Com base nessas tendências, a empresa mineira desenvolveu linhas de blends, molhos, mixes e misturas prontas, além de temperos e condimentos que traduzem a riqueza da culinária regional e atendem à demanda por opções saudáveis, transparentes e customizáveis. “Observamos que o consumidor atual valoriza muito a autenticidade, a origem dos ingredientes e a possibilidade de personalizar seus pratos. Ele quer reproduzir em casa o mesmo sabor e qualidade que encontra em restaurantes, mas com a conveniência que a rotina exige”, comenta Fernando Hott, CEO da Temperatta. 

Entre os produtos da marca que se destacam pela proposta de oferecer novas experiências gourmets em casa estão os sais de parrilla – disponíveis em versões como amanteigado, com ervas finas e com alho frito –, ideais para carnes grelhadas e churrascos. O molho barbecue, com notas defumadas e adocicadas, e a pimenta defumada, que combina picância e aroma marcante, também estão entre os preferidos, assim como as farofas prontas nas versões torresmo, bacon e costelinha com limão. 

“O consumidor está mais curioso, busca sabores intensos, naturais e personalizados. Há uma clara tendência por especiarias puras e blends prontos, que trazem praticidade sem abrir mão do sabor artesanal. A partir disso, desenvolvemos misturas prontas para consumo — como o blend de ervas finas, a páprica defumada, a cebola, o alho, a salsa e o lemon pepper, que atendem paladares diversos”, Jéssica Carvalho, responsável técnica da Temperatta.  

Três produtos da marca que também ilustram bem essas novas preferências são: o blend de Páprica com Pimenta Calabresa, que combina a intensidade da pimenta com o frescor da páprica doce; o molho de Pimenta Defumada, que traz a tendência do sabor defumado que remete à gastronomia artesanal; e o mix Churrasco Gourmet, criado a partir da observação do aumento do consumo de carnes em receitas especiais preparadas em casa, especialmente após a pandemia. 

De acordo com Jéssica, todos têm tido excelente aceitação por aliarem praticidade, sabor e qualidade sensorial comparável a temperos usados por chefs. “Acompanhamos esses movimentos e mudanças por meio de pesquisas de mercado, análise de tendências de consumo e feedbacks diretos de clientes e distribuidores. Nosso processo de desenvolvimento também envolve testes sensoriais, análise de estabilidade e combinações inovadoras de especiarias”, destaca a especialista da Temperatta. 

Para o CEO da marca, Fernando Hott, percebe-se um crescimento expressivo no segmento de especiarias e temperos prontos. “Na Temperatta, registramos um crescimento médio de 15% a 18% por mês nas vendas das linhas de temperos prontos, especiarias e molhos, com destaque para a pimenta preta moída, que continua sendo o produto mais procurado”, diz o executivo. 

*Embalagens inteligentes* 

Inovações em embalagens inteligentes, que mantém o frescor e a qualidade dos alimentos e são ambientalmente mais responsáveis, estão se tornando mais comuns, proporcionando uma experiência de consumo mais segura e conveniente. Este ano, a Temperatta passou a adotar embalagens com zíper que melhoram a conservação e o armazenamento dos produtos depois de abertos, facilitam o uso e contribuem para a redução de desperdícios. O zíper integrado elimina a necessidade de utensílios externos, como prendedores, e oferece uma alternativa mais eficiente e prática no dia a dia do consumidor.  

“A novidade integra um plano mais amplo de revisão de práticas e integração de soluções sustentáveis à rotina de produção e distribuição. Estamos atentos às transformações do setor e às necessidades dos consumidores. A introdução do zíper, o projeto de pesquisa e desenvolvimento de embalagens biodegradáveis, que garantam a conservação do produto, e a instalação de uma usina fotovoltaica, que traz uma autossuficiência energética para a fábrica, são passos alinhados ao nosso compromisso com processos mais eficientes e sustentáveis”, explica o CEO da marca, Fernando Hott.

Crédito: Divulgação

As contas do início do ano exigem planejamento financeiro

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Com a virada do ano, muitas famílias brasileiras se deparam com um velho conhecido do orçamento doméstico: a concentração de despesas logo nos primeiros meses. Janeiro chega acompanhado de compromissos previsíveis e inevitáveis, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, seguros, impostos e reajustes de serviços essenciais. Mesmo sendo contas recorrentes, elas continuam desorganizando as finanças de quem não se preparou ao longo do ano anterior.

Para Robson Profeta, Consultor de Finanças e de Carreira e fundador da Metha Consulting, o desafio do início do ano não está na surpresa das despesas, mas na forma como as pessoas administram o dinheiro antes que elas cheguem. Segundo ele, a falta de planejamento transforma gastos conhecidos em fonte de estresse e endividamento. “Essas contas não aparecem de repente. Elas têm data, valor aproximado e já fazem parte da rotina das famílias. O problema é que muita gente chega a janeiro sem reserva, sem organização e sem margem de manobra”, afirma.

Nesse contexto, o 13º salário desempenha um papel estratégico. Embora seja recebido no fim do ano anterior, esse recurso deveria funcionar como um amortecedor financeiro para as despesas que já estavam no horizonte. Quando não é reservado para esse fim, o início do ano tende a ser marcado por apertos, atrasos e uso excessivo de crédito. Na prática, o comportamento mais comum é consumir todo o dinheiro disponível no curto prazo, deixando para lidar com as obrigações depois. Quando janeiro chega, a alternativa acaba sendo o parcelamento no cartão de crédito, o uso do cheque especial ou a contratação de empréstimos. Opções que, além de caras, comprometem a renda dos meses seguintes. “O problema não é o gasto em si, mas a ordem das decisões. Quando as pessoas priorizam consumo e deixam obrigações previsíveis para depois, acabam pagando juros para resolver algo que poderia ter sido planejado com antecedência”, explica Profeta.

Dados do Banco Central mostram que o crédito rotativo e o parcelamento da fatura do cartão estão entre as modalidades com os juros mais altos do mercado. Isso significa que a falta de organização no início do ano pode gerar um efeito cascata, transformando despesas pontuais em um problema financeiro prolongado. Por outro lado, quem consegue chegar a janeiro com reservas ou com parte do 13º salário direcionado para essas contas ganha mais do que fôlego no orçamento: ganha tranquilidade e poder de decisão. Com as obrigações em dia, sobra espaço para reorganizar metas, lidar com imprevistos e evitar escolhas impulsivas ao longo do ano.

Como se preparar para as despesas do começo do ano

Segundo Robson Profeta, gerenciar bem as finanças pessoais não exige soluções complexas, mas sim previsibilidade e disciplina. Algumas práticas simples ajudam a atravessar esse período com mais segurança:

– Antecipe as despesas fixas de janeiro, como impostos, escola e seguros, reservando recursos ainda no ano anterior.

– Use o 13º salário de forma estratégica, priorizando contas certas antes de qualquer consumo.

– Evite recorrer a crédito caro para despesas previsíveis, reduzindo o impacto dos juros no orçamento.

– Organize o fluxo de caixa familiar, registrando entradas e saídas e projetando os próximos meses.

– Consuma com consciência, apenas depois de cumprir as obrigações já conhecidas.

“Quando a pessoa entende o calendário financeiro do próprio ano, ela deixa de ser refém das contas e passa a ter controle. O dinheiro deixa de ser fonte de ansiedade e passa a ser uma ferramenta de organização”, reforça o consultor. No fim das contas, o início do ano não revela apenas o peso das despesas, mas o nível de preparo financeiro das famílias. Quem se planeja enfrenta janeiro com equilíbrio. Quem não se organiza passa boa parte do ano tentando corrigir decisões que poderiam ter sido evitadas com antecedência.