terça-feira, junho 23, 2026
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Crescimento Impulsionado por Informação, Comunicação e Atendimento às Famílias em 2024

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Análise realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, mostra que o setor cresceu 0,6% em dezembro em comparação com o mês anterior. No mesmo período, o setor de serviços no país teve queda de -0,5% e mostra recuperação em relação a novembro quando houve retração de -1,4%. O indicador nesta base de comparação traz reflexos sazonais com oscilações de aumento ou redução no volume de serviços.

A análise aponta que os serviços de informação e comunicação puxaram o crescimento dos serviços no estado em 2024 com evolução de 8,3% em 12 meses. Os serviços prestados às famílias ficaram em segundo lugar com crescimento de 7,9% no período.

O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que tem o maior peso para o setor de serviços de Minas Gerais (39,67%), teve incremento de 2,9% de janeiro a dezembro de 2024.

A comparação anual, mês de dezembro de 2024 com dezembro de 2023, mostra que o volume de atividade do setor de serviços registrou aumento de 3,6% em Minas Gerais. O avanço na base de comparação anual ficou acima do observado no mesmo período de 2023, quando o avanço foi de 1,9%.

No período de 12 meses, janeiro a dezembro de 2024, os serviços apresentaram desempenho positivo de 2,0% no estado. O crescimento é menor do que o observado no mesmo período de 2023, quando o setor registrou um avanço de 8,0% em relação a 2022. Este é o quarto ano consecutivo em que o indicador registra desempenho positivo no acumulado dos doze meses.

De acordo com Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG, “Apesar dos fatores desafiadores, o mercado de trabalho encontra-se aquecido, com uma das menores taxas de desempregos observadas em Minas Gerais e no Brasil. Acrescido a isso, observa-se também uma maior disponibilidade de renda entre as famílias o que contribui para os melhores índices no acumulado dos 12 meses nos setores dos serviços prestados a família e serviços de informação e comunicação. Isso impacta o aumento do consumo, proporcionando vantagens diretas aos segmentos de comércio de bens, serviços e turismo.”

Prossegue a economista: “em 2025 o setor deve manter o protagonismo na geração de empregos e renda, mas é esperado que haja um menor crescimento dos serviços neste ano. Um dos fatores que pode acarretar um crescimento menos acentuado é a elevação da taxa básica de juros da economia, que tem como seu principal foco a redução da inflação, por meio do arrefecimento da economia”, finaliza.

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade.  Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para o setor e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio.  Com 86 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

Whindersson Nunes reforça a importância de falar sobre saúde mental sem tabus

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Para a psicóloga, especialista em alta performance, Renata Silva, a decisão de buscar ajuda especializada não significa fraqueza, mas sim um compromisso com a vida e com sua saúde mental.
A recente internação voluntária do humorista e influenciador Whindersson Nunes, na última sexta-feira, reacendeu um debate fundamental: quando a internação psiquiátrica é necessária e como ela pode ser um passo importante para a recuperação da saúde mental?
“Whindersson sempre foi transparente sobre sua luta contra a depressão e ansiedade, usando sua visibilidade para abrir conversas que, por muito tempo, foram silenciadas. Sua decisão de buscar ajuda especializada não significa fraqueza, mas sim um compromisso com a vida e com sua saúde mental”, destaca a psicóloga,  especialista em alta performance, Renata Silva. Ela lembra as palavras de Marsha Linehan, criadora da Terapia Comportamental Dialética (DBT):  “O objetivo não é apenas sobreviver, mas construir uma vida que vale a pena ser vivida.”
“A internação, nesses casos, não significa desistência. Muito pelo contrário: é um pedido de socorro de alguém que deseja viver, mas que precisa de suporte para atravessar esse momento”, comenta.
Por que a internação pode ser necessária?
Muitas pessoas se perguntam: não bastaria um acompanhamento psicológico e psiquiátrico ambulatorial? A resposta está no nível de sofrimento e risco envolvido. Em casos de transtornos mentais graves, como depressão severa, episódios de esgotamento emocional intenso ou risco de suicídio, a internação pode ser essencial para garantir segurança e um tratamento mais intensivo.
No Brasil, existem três tipos de internação psiquiátrica:
Voluntária – quando o próprio paciente reconhece a necessidade de ajuda e aceita a internação.
Involuntária – ocorre sem o consentimento do paciente, mas com indicação médica e autorização de um familiar.
Compulsória – determinada pela Justiça, geralmente em situações que envolvem risco social.
“A grande verdade é que transtornos mentais não escolhem classe social, profissão ou status. Uma pessoa pode ser bem-sucedida, talentosa, ter milhões de seguidores e ainda assim enfrentar um sofrimento intenso. Isso não a torna menos forte, apenas a torna humana”, explica Renata Silva.
“O grande tabu sobre saúde mental ainda faz muitas pessoas acreditarem que “pedir ajuda é para os fracos”. Mas a realidade é exatamente o oposto: Quem busca ajuda está tomando um passo fundamental para se cuidar e viver melhor.  Se você ou alguém próximo está passando por um momento difícil, saiba que você não está sozinho(a). O primeiro passo pode ser conversar com alguém de confiança, procurar um profissional ou simplesmente reconhecer que o sofrimento não precisa ser enfrentado sem apoio.  Falar sobre saúde mental salva vidas. Pedir ajuda é um ato de coragem”, finaliza a especialista.

Diretor de marketing João Pedro Vieira anuncia novidades na Revista PG para Março

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Na tarde desta quinta-feira, João Pedro Vieira, diretor de marketing da GLP4, reuniu a imprensa para divulgar as novidades da Revista PG para o mês de março. Entre os destaques, estão duas edições especiais de Carnaval estreladas por Malu Miranda e Melissa Sampaio, além de outras capas ao longo do mês com Flávia dos Prazeres, Bruna Viola, Mariana Victor e Xand Avião.

João Pedro ressaltou a importância da diversidade e representatividade na seleção das capas, destacando que a revista está cada vez mais conectada com a pluralidade do público. “Nossa proposta é trazer cada vez mais vozes e rostos que refletem a riqueza da nossa cultura”, afirmou.

Além das edições normais, o diretor também anunciou mudanças significativas na versão digital da Revista PG, prometendo novidades que irão aprimorar a experiência dos leitores. “Estamos preparando melhorias que tornarão a revista ainda mais dinâmica e interativa”, adiantou, sem revelar muitos detalhes.

Com essas novidades, a Revista PG reforça seu compromisso com inovação e relevância no cenário editorial, trazendo conteúdo de qualidade para seus leitores.

Como lidar com os diferentes tipos de luto na vida?

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Especialista Welder Vicente revela estratégias da TCC para ressignificar perdas e cultivar novos caminhos

O luto é um processo natural e inevitável que pode se manifestar de diferentes formas ao longo da vida. Enquanto algumas perdas são definitivas, como a morte de um ente querido, outras são simbólicas, como o fim de um relacionamento ou amizade. Para entender melhor como lidar com essas situações, conversamos com o psicólogo e professor da Faseh, Welder Vicente, que compartilhou algumas orientações valiosas sobre o tema.

Segundo o especialista, tanto o luto pela morte de alguém quanto aquele provocado pelo rompimento de um vínculo são desafiadores, mas de maneiras distintas. “O luto pela morte é um processo natural e muitas vezes esperado, onde passamos por estágios como negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Já o luto por um vínculo rompido pode ser igualmente doloroso, pois envolve a sensação de perda sem a certeza do fechamento”, explica. Para ele, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a reinterpretar essas perdas e focar nos aspectos positivos, facilitando a aceitação.

Diante da ruptura de uma relação, muitas pessoas enfrentam dificuldades ao aceitar o fim e tentam insistentemente reativar laços que já foram desfeitos. Para esses casos, Vicente alerta sobre a necessidade de refletir e avaliar o impacto emocional que isso gera de forma prática. “É importante questionar o que essa relação realmente significa e se é saudável tentar reconectar-se. A TCC auxilia na identificação de padrões de pensamento que levam à idealização do passado ou ao medo da solidão”, ressalta o psicólogo. Ele sugere que o foco seja direcionado para o autocuidado e para relações que sejam saudáveis no presente.

O prolongamento do luto, seja por uma perda definitiva ou por um término, pode estar diretamente ligado à autoestima da pessoa. Vicente esclarece que quando a autoestima está baixa, a aceitação da perda se torna mais difícil. “A pessoa pode se sentir culpada ou inadequada, o que prolonga o sofrimento. Trabalhar a autoestima é fundamental para enfrentar a perda de maneira mais saudável”, destaca. A psicologia também pode contribuir nesse processo, ajudando a desafiar pensamentos negativos e construir uma visão mais positiva de si mesmo.

Mas como seguir em frente mesmo diante da saudade? O psicólogo sugere algumas estratégias eficazes. “Reconhecer os sentimentos e permitir-se sentir saudade é essencial. Além disso, reformular os pensamentos, lembrando dos bons momentos em vez de focar apenas na dor da ausência, pode ajudar muito”, recomenda. Outras atitudes que podem contribuir são investir em novos laços e atividades prazerosas, estabelecer metas pessoais e profissionais, além de buscar apoio em amigos ou na terapia.

Superar um luto não significa esquecer quem partiu ou o que foi vivido, mas sim aprender a lidar com a ausência e seguir adiante. “Cada passo dado é uma maneira de honrar aquilo que foi vivido enquanto se abre espaço para novas experiências”, conclui Vicente. Assim, seja qual for o tipo de perda enfrentada, é possível ressignificar a dor e encontrar caminhos para seguir em frente.

 

Bloco Afro Magia Negra realiza Arrastão N’Goma Caboclo Bantu.Fusion na quarta-feira de Carnaval

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Arrastão homenageia Djalma Corrêa e relembra e retoma memórias de conexão afro-indígena no Carnaval da cidade no bairro Concórdia, localizado na Pequena África de Belo Horizonte (MG)

No dia 5 de março, quarta-feira de cinzas, o Bloco Afro Magia Negra vai se expressar na Praça Gabriel Passos, no bairro Concórdia, a partir das 12h. Uma reunião de códigos sonoros pertencentes a vozibilidade dos Tambores entoaram o tema Arrastão N’Goma Caboclo Bantu.Fusion. O local onde acontece o ritual designer já é popularmente conhecido como “Praça do Magia”, e foi escolhido por integrar o território compreendido como parte da “Pequena África” da capital mineira.

 

Neste ano, o bloco homenageia o multi mestre dos tambores falantes afro diaspóricos e pesquisador Djalma Corrêa, reconhecido por seu trabalho na valorização das matrizes dos idiomas instrumentais afro-indígenas. “Nossa missão é manter viva essa herança cultural, celebrando as conexões biológicas e culturais entre os africanos e os povos originários do Brasil, explica Camilo Gan, coordenador do bloco.

 

A homenagem a Djalma será entregue para seu filho Caetano, que receberá o OPARUN! uma escultura que remete a um cajado feito de bambu. A peça foi confeccionada pelo mestre Lúcio Ventania. A palavra “OPARUN!” significa “cajado de Bambu” que dentro da filosofia yorùbá, é uma planta que ensina ao homem que a melhor forma de reagir às tormentas, é tendo flexibilidade e demonstra sabedoria, ao usar de maleabilidade diante dos problemas. “O bambu enverga mas não quebra, e essa homenagem vai de encontro às pessoas que envergaram mas não quebraram no combate ao racismo”, elucida.

 

Como de tradição, o desfile do bloco inicia com as entregas do OPARUN! com homenagens simbólicas a grandes personalidades por suas contribuições afro epistemológicas e culturais na luta anti-racista da cidade e do Brasil. Também estão entre os premiados Mameto Enbanda, e Maurício Tizumba. A condução das homenagens é feita pela mestre de cerimônias Sandrinha Flávia, que contarão com apresentações dos os mestres do sopro Clarins da Bahia (Salvador) e OMO AÑA BRASIL (Tambores Batá de Cuba).

 

Em seguida é a vez de Camilo Gan e o Samba de Terreiro convidar Gil da Viola da Bahia, Samba de Kilombu e Herança Ancestral. Também integram a programação as YIAMINAS: Organização umbilicalmente ligada ao Bloco Afro Magia Negra, reúne mulheres do reinado mineiro e nações do candomblé do Brasil em Minas Gerais que tem como líder, a Ekedy Kely, pertencente a comunidade do bairro Concórdia – BH.

 

Arrastão N’Goma Caboclo Bantu.Fusion

O Arrastão N’Goma Caboclo Bantu.Fusion traz a força de saber da nossa própria força, na vibração dos tambores que acorda e magnetiza os participantes a uma experiência de celebração e conexão. A corpo oralidade escreve e ocupa um papel central, expressando, por meio de desenhos corpóreos, a tradução das sonoridades dos tambores expressadas na escrevivência performática. “A corpo oralidade no nosso arrastão não é apenas um movimento estético. Cada passo carrega um acontecimento do antes ou agora. É uma celebração que envolve a química da ativação da melanina, vibrando ancestralidade”, acrescenta Camilo.

 

O bloco incorpora a narrativa do ritual designer, um conceito que estrutura a performance do bloco como uma narração de acontecimentos. O arrastão revive o momento em que o TATA N’GOMA desperta a importância de ouvir os ensinamentos de ZAMBI. Estas são palavras do Idioma Quimbundo, pertencentes ao tronco linguístico Bantu. N’goma significa tambor, e Zambi faz referência ao Supremo ser primordial dos bantus (povos). Tata significa pai, e Tata N’goma é o pai do tambor, o que faz o tambor falar.

 

Ao longo do percurso, mestres e artistas convidados guiarão o público em uma avalanche afro global pelas ruas do bairro Concórdia. Entre os mestres convidados para a Arrastão estão o Mestre da Corpo Oralidade Djembefola da República da Guiné, Djanko Camara (África); o artista mineiro com mais de 20 anos de carreira Johnny Herno; e os mestres n’goma Rafael Leite, Carlinhos Ferreira, e Babilak Bah (Paraíba).

 

Mais do que uma manifestação carnavalesca, o arrastão se consolida como um movimento de reafirmação da fusão entre a cultura negra e indígena.

 

Bloco Afro Magia Negra

O Bloco Afro Magia Negra foi criado em 2013 na cidade de Belo Horizonte – MG, pelo artista plural e mineiro Camilo Gan partindo da atitude de reunir pessoas comprometidas no enfrentamento ao preconceito étnico-racial relacionado ao povo de pele negra. O principal objetivo do bloco é promover a afrobetização por meio da cultura negra, com o intuito de desfazer feitiços racistas. A banda de rua do bloco atualmente é composta por 80 membros divididos entre músicos dos tambores, instrumentistas de sopros e dançarinas (os). Ela se manifesta por meio de um ritual designer, trazendo elementos característicos do segmento de blocos afros. Que vem envolvendo e arrastando o público em cortejos, por meio de toques de tambores ancestrais, clarins, dança, água de cheiro (aromas) e banho de pipoca (saúde e sabores).

 

Conheça Djalma Corrêa, o homenageado em 2025

Djalma Corrêa é um dos percussionistas mais importantes do Brasil, com uma profunda pesquisa sobre a conexão entre os ritmos africanos e brasileiros. Natural de Ouro Preto, iniciou sua carreira em Belo Horizonte e consolidou sua trajetória na Bahia, onde estudou música eletrônica com Hans-Joachin Koellreutter e Walter Smetak. Criou o grupo Baiafro e colaborou com artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia. Com um vasto acervo documental, Djalma deixou um legado essencial para a percussão e a memória da cultura afro-brasileira.

 

Cemig: a energia do carnaval

Como a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais, a Cemig está, novamente, ao lado do setor e dos mineiros em mais uma edição do Carnaval da Liberdade. Patrocinar as atrações artísticas, que encantam e arrastam multidões durante os dias de folia, é contribuir para dar vida à arte, além de impulsionar a economia criativa com a geração de emprego e renda. Ao investir no setor cultural do estado, com seus múltiplos e diversos projetos, a Cemig reafirma o posicionamento da Companhia em ser uma indutora do desenvolvimento social e econômico de Minas, reforçando a identidade mineira no cenário nacional e internacional.

Classificação: Público

 

SERVIÇO:

Bloco Afro Magia Negra – Arrastão N’Goma Caboclo Bantu.Fusion

Data: 5 de março de 2025

Horário: 12h

Local: Praça Gabriel Passos – Bairro Concórdia (Rua Itararé, 96)

Instagram: @blocoafromagianegra

Bloco Abalô-Caxi leva diversidade e resistência para o Carnaval de BH com o cortejo “SULEAR – Arco-íris Tropical”

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O Bloco, que reúne uma multidão no Carnaval de Belo Horizonte, vai sair da Praça Sete no domingo (2/3), às 8h, e conta com participações e homenagens celebrando importantes personalidades do movimento LGBTQIAPN+ da cidade.

No dia 2 de março, a partir das 8h, o Bloco Abalô-Caxi toma as ruas do centro de Belo Horizonte com seu cortejo, saindo da Praça Sete. Em 2025, o desfile traz o tema “SULEAR – Arco-íris Tropical”, uma celebração da diversidade, resistência e das influências afro-latinas e mineiras, com destaque para a inclusão e protagonismo da população LGBTQIAP+.

Com o intuito de romper com a hegemonia eurocêntrica, o bloco apresenta uma proposta política, cultural e estética que reafirma as raízes afro-brasileiras e latinas, dando voz a histórias frequentemente marginalizadas. A comunidade LGBTQIAP+ é o coração do desfile, trazendo sua força e expressividade para as ruas por meio da música, da dança e de performances cênicas.

Henrique Vilela, gestor artístico do bloco, ressalta a importância do tema: “O ‘Arco-íris Tropical’ não é apenas uma celebração das vidas, mas uma declaração de resistência de todas as minorias, em especial a população LGBTQIAP+. Queremos reposicionar as vozes que sempre foram silenciadas e mostrar que a música, a dança e a cultura popular são ferramentas poderosas de transformação social. O Sul será nosso Norte, e o Carnaval será a nossa maior manifestação de diversidade e força coletiva.”

Uma das novidades do desfile do Bloco Abalô-Caxi deste ano será o Corpo de Dança, comandada pelo bailarino e coreógrafo Lucas Rocha, que pela primeira vez irá abrir o desfile à frente da bateria. Bailarinos e performances vão levar para o cortejo tradições afro-latinas com elementos contemporâneos. Além de enriquecer o bloco artisticamente, a dança atua como um meio de expressão política e cultural, promovendo momentos de conexão com o público e ampliando a narrativa.

A trilha sonora mistura clássicos da MPB e do Tropicalismo com novidades do cenário musical brasileiro interpretadas pelas vozes dos artistas Rafa Ventura, Cléo Ventura e Amandona. Em 2025, o bloco inclui no repertório canções como “Numa Ilha”, de Marina Sena, além de novas roupagens para ritmos brasileiros e latinos, com destaque para a introdução do Reggaeton. O desfile também conta com participações especiais de artistas como a mineira Augusta Barna.

O cortejo conta com uma série de performances e intervenções artísticas que vão transformar as ruas da cidade em um verdadeiro palco de resistência e celebração. A Revolta Ballroom apresenta artistas da cena Ballroom – uma cultura nascida nas comunidades negras e latinas LGBTQIAP+ –, que confrontam simbolicamente a figura do colonizador, utilizando o vogue e outras performances para subverter e ridicularizar simbolicamente o poder colonial. Em Metamorfose do Poder, um boneco que representa o colonizador passará por uma transformação simbólica e visual, culminando na figura de uma travesti, que representa força, resistência e representatividade. Já a Explosão de Cores, um dos momentos mais aguardados do cortejo, um pó colorido será lançado ao ar, simbolizando a diversidade e a energia do bloco.

Outros momentos incluem Chamas de Resistência, em que o corpo de dança simbolicamente “pega fogo” com leques e tecidos representando chamas, expressando um ato de resistência e transformação. E a Realeza da Resistência faz uma homenagem a personalidades que contribuem para a luta LGBTQIAP+ e a diversidade sendo celebradas nomes como Soraya Menezes, Giselle Lima e Carlos Magno.

Sustentabilidade

Pelo segundo ano consecutivo, o bloco contrata o ReciclaBelô, um projeto de reciclagem popular que valoriza os catadores e promove a gestão responsável dos resíduos gerados no cortejo. A iniciativa reforça o compromisso do Abalô-Caxi com a sustentabilidade e a inclusão social, que contratou 10 profissionais no Carnaval 2025, sendo 3 deles no período de ensaio e o restante para atuação durante o cortejo. “Para nós do Recicla Belô é muito importante essa parceria com o Abalô-Caxi. Já é o segundo ano e sabemos a importância que é ter essa consciência de dar a destinação correta desses resíduos que geram um cortejo, desde garrafas de água, latinha de bebidas, da sacolinha que alguém traz. Nós estamos vivendo momentos muito difíceis com o clima. Chuvas fortes, ondas de calor, e se não tivermos essa consciência nós vamos passar por todas as tragédias que estamos passando, as pessoas precisam se preocupa com essa destinação correta de resíduos”, destaca Dona Vilma, liderança do grupo.

Sobre o Bloco Abalô-Caxi

Criado em 2017, o Abalô-Caxi é um dos blocos mais expressivos do Carnaval de Belo Horizonte, conhecido por suas performances vibrantes e sua abordagem política e cultural. Desde seu primeiro desfile no Horto, o bloco tem arrastado multidões pelas ruas, levando brasilidade, resistência e diversidade para a festa. Em 2024, reuniu 60 mil foliões, reforçando seu papel como um dos grandes protagonistas do Carnaval belo-horizontino. O bloco leva para as ruas da cidade a inclusão e protagonismo da população LGBTQIAP+.

Serviço:

Bloco Abalô-Caxi 2025 – “SULEAR – Arco-íris Tropical”

Data: Domingo, 2 de março

Horário de concentração: 7h

Horário de início do cortejo: 8h

Local de saída: Av. Amazonas, 547, Centro (próximo a Praça Sete).

Instagram: @abalocaxi

Juventude Bronzeada traz tema “A vida Presta” e convida FBC para o cortejo do Carnaval neste ano

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O bloco que celebra a música autoral da cidade terá como convidado o rapper mineiro FBC com desfile na terça-feira de Carnaval, dia 4 de março, às 9h, no bairro Floresta.

O Carnaval é, antes de tudo, uma manifestação de identidade, resistência e celebração. Em tempos de desafios políticos e sociais, reafirmar o valor da cultura popular se torna essencial. O Bloco Juventude Bronzeada, que há mais de uma década ocupa as ruas com sua energia e compromisso com a música baiana e autoral, leva para o cortejo de 2025 o tema “A vida presta”. A inspiração vem da icônica frase da atriz Fernanda Torres, que dá vida a Eunice Paiva em “Ainda Estou Aqui”, e traduz uma mensagem de otimismo em meio às adversidades, além da valorização da cultura brasileira e latino-americana. O cortejo acontece na terça-feira, dia 4 de março, às 9h, na Avenida Assis Chateaubriand, no bairro Floresta.

Em 2025, o cortejo contará com a participação especial do rapper FBC, fortalecendo o propósito do grupo de valorização das músicas produzidas na cena artística da cidade. Para o desfile foram criados arranjos especiais com a bateria que trazem para o clima carnavalesco hits do artista como “Químico Amor”, “De Kenner”, “Se Tá Solteira” e “Delírios”.

Desde seu primeiro desfile em 2014, o Juventude Bronzeada se consolidou como um espaço de valorização da cultura e da música, contribuindo para fortalecer a cena autoral em Belo Horizonte. O Bloco revisita clássicos do Axé Music das décadas de 1980 e 1990 – celebrando nomes como Banda Eva, Daniela Mercury, Bamdamel, Olodum e Timbalada –, homenageia entidades da MPB como Gal Costa e Gilberto Gil e traz músicas brasileiras contemporâneas como Lamparina, Marina Sena e Pabllo Vittar, além de canções do repertório próprio, incluindo faixas do seu disco “Tropical Lacrador”, do EP “Pra Gente Não Desgrudar” e composições inéditas dos músicos integrantes do grupo. Pela primeira vez o bloco terá um naipe de vozes compostos apenas por mulheres, com as artistas Pri Glenda, Leopoldina Azevedo e Violeta Lara.

Os números impressionam: no último ano foram cerca de 350 batuqueiros sob a regência geral do músico Rodrigo “Boi” Magalhães, com a instrumentação que inclui caixa, repique, surdo, agbê, timbau e agogô, além de uma ala de dança com 100 integrantes. Mas mais do que um grande bloco, a Juventude Bronzeada é um movimento que defende a liberdade de expressão, a igualdade social e o respeito à diversidade. A luta contra a discriminação e a defesa dos direitos das mulheres seguem como pautas centrais do coletivo.

Em 2025, a Juventude Bronzeada reforça seu papel como símbolo de resistência cultural e pertencimento latino-americano. Em um cenário global marcado por retrocessos conservadores, especialmente diante do ressurgimento de políticas autoritárias, o bloco reafirma que o Carnaval é um ato de identidade, celebração e enfrentamento. A festa segue sendo um espaço de construção coletiva, onde a alegria também se torna ferramenta de transformação social.

Neste ano o bloco é viabilizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Governo do Estado de Minas Gerais com o patrocínio do Guaraná Antártica, e recursos do Edital de Auxílio Financeiro para Blocos de Rua do Carnaval de Belo Horizonte 2025, da Prefeitura de Belo Horizonte, além do apoio financeiro direto de Nivea.

De Brahmas Abertas: marca abre as portas no Carnaval de Belo Horizonte

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Com experiência imersiva, Brahma instala portas em pontos da capital para celebrar o começo da folia
Quem passou pela Savassi nesta terça-feira (25/02) viveu um verdadeiro convite ao Carnaval: uma imensa porta vermelha surgiu no meio do cenário urbano, despertando a curiosidade e abrindo caminho para uma experiência inesquecível. A Brahma, ícone da folia, lidera essa celebração, trazendo ativações que mergulham o público no clima festivo e transformam a cidade em um grande bloco a céu aberto.

E a festa não para por aí! A partir de sábado (1º/03), a ação chega à Praça Sete, levando ainda mais cor, brilho e energia para os foliões. Além das imponentes portas, os foliões maiores de idade quem passar pelos locais será surpreendido por pernaltas e malabares, um regador de glitter biodegradável que promete espalhar brilho por toda parte, estandartes vibrantes e, claro, muita música e interatividade. O Carnaval já começou, e a Brahma garante que a experiência vai além da folia – é um verdadeiro espetáculo para os sentidos!

Dando início às celebrações, a Cerveja Nº 1 lança a campanha “O Carnaval está de Brahmas abertas”, reforçando seu papel como anfitriã da maior festa popular do país. Para envolver os consumidores, a campanha Brahma transporta os foliões diretamente para a diversão.
As portas vão além de representar o caminho para a folia — simbolizam que, independentemente da situação, a diversão encontra o folião, transformando tudo em Carnaval com Brahma. Essa é a primeira grande ativação da Ambev, que volta a ser patrocinadora oficial da folia em Belo Horizonte em 2025, e promove experiências marcantes para os foliões da cidade.

A marca renova seu compromisso com a celebração do Carnaval em todo o país, convidando a todos para uma imersão na festa, com alegria, brilho e o autêntico espírito carnavalesco. Celebre com responsabilidade, consumindo bebidas alcoólicas com moderação.

Serviço – Brahma de Portas Abertas
Data – De sábado (1º/03) a terça (4/03) – das 10 às 16h.*
No sábado a porta do Centro funciona em horário especial: de 8h às 14h.
Local:
Praça da Savassi -Rua Pernambuco, próximo ao nº1156 – Savassi
Praça Sete – Rua Rio de Janeiro, próximo ao nº439 – Centro

Promoção de Carnaval oferece 20% de desconto em cursos do ENAF

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Interessados podem utilizar cupom no momento da inscrição

 Faltando menos de 20 dias para mais uma edição do  ENAF (Encontro Nacional de Atividade Física), o evento que deve reunir mais de 15 mil participantes do universo fitness, promete criar um espaço de mútuas trocas de experiências que vão desde workshops a atividades de preparo profissional. E entrando no ritmo da folia, para quem ainda não fez a matrícula, a organização do evento preparou um desconto especial de Carnaval. 

O ENAF é um dos maiores do setor de esporte, fitness e saúde no Brasil e terá uma programação diversificada, incluindo congressos, palestras, workshops, competições, exposições de marcas e atividades de capacitação profissional. Além disso, para receber o público, a equipe do Enaf irá contar com equipamentos de última geração. Este ano o evento que acontecerá em Belo Horizonte, de 20 a 23 de março no Centerminas Expo tem como tema  “Energia que transforma”, e contará com a presença de ícones do mercado fitness, como Renato Cariani e Vivi Winkler.

Com o intuito de incentivar o investimento na carreira fitness, a promoção de Carnaval preparada pelos organizadores do Encontro Nacional de Atividade Física, presenteará os interessados com 20% de desconto em qualquer curso do ENAF BH. Para participar, é necessário usar o Cupom CARNAENAF no momento da inscrição que deve ser feita através do site  www.portalenaf.com.br.

O fundador do evento, Sebastião José Paulino comenta sobre a iniciativa “a chegada do Carnaval remete alegria e empolgação, que também queremos passar durante o nosso evento. Com a proximidade, a expectativa aumenta e buscamos trazer ainda mais o público para as grandes oportunidades de conhecimento e capacitação que o Enaf proporciona”, comenta.

 

 

 

 

 

 

 

De empregado a cooperador: o que se espera é a colaboração

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O Brasil continua na lanterna do ranking mundial de competitividade digital. Esse resultado, foi apontado por um estudo feito pelo International Institute for Management Development (IMD), em parceria com o Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC). E pasmem, ainda de acordo com o IMD, o Brasil havia caído duas posições no ranking de produtividade. Ele se encontra na 62º na lista que analisa 67 economias.

Para entender como chegamos neste resultado, é preciso relembrar como era antes, ou seja, no passado havia uma divisão clara entre trabalho operário (indivíduo que sob ordem de alguém exerce um trabalho mecânico) e trabalho intelectual, considerado científico. Esse último valorizado com títulos e que implicava em posicionamento social. Nos primórdios, o trabalho operário era executado pelos escravos e servos, daí advieram as diferenças de classe. De um lado, o trabalho realizado com autonomia e liberdade, e de outro a submissão. Nesse sentido, as cargas de trabalho superaram e muito a jornada de 8 horas diárias. Hoje, felizmente, temos o desafio de desconstruir essa visão.

Um dos maiores impactos a meu ver de todo esse passado, é que o emprego formal não atrai mais a mão de obra qualificada. A Geração Z que chega ao mercado hoje, viu seus avós e pais passarem o dia todo no trabalho, sacrificando a vida da família com finais de semana para se recuperarem, aguardando férias para viajarem e a aposentadoria para descansar. Essa geração tem urgência de sucesso e não querem se submeter ao mercado formal de trabalho. Adicione-se a isso o desafio das instituições de ensino, que apesar da carga horária, não têm conseguido manter a qualidade do ensino e nem o interesse e engajamento dos alunos. Assim é cada vez maior a rotatividade nas empresas. O custo de tudo isso é alarmante e nós pagamos a conta desse descompasso. Precisamos de uma discussão profunda envolvendo todos os setores da sociedade para encontrarmos uma solução que com certeza estará nas reformas que deixamos de fazer.

A Câmara irá debater a PEC pelo fim da escala 6×1. Mas já existem empresas que adotaram a redução da carga horária de trabalho e para o empregado isso impacta positivamente na saúde e no bem-estar. Já está mais que comprovado que a sobrecarga de trabalho resulta em stress que impacta negativamente a qualidade das entregas.

Várias são as doenças associadas ao excesso de trabalho. A neurociência tem feito suas contribuições trazendo à tona a importância do descanso e do sono de qualidade, que também são afetados pelo excesso de trabalho. É importante ressaltar que existem atividades que, pela sua natureza essencial, implicam em pontos físicos de trabalho, abertos 24, 12 horas diárias. Para esses casos o trabalho em turnos é uma realidade a ser considerada. Voltando ao ponto inicial, essa questão não pode ser reduzida a carga horária, mas sim atribuída a uma série de variáveis, tais como clima organizacional e condições de trabalho. O fato é que a carga horária talvez não impacte tanto quando o trabalho é valorizado e realizado em um ambiente seguro e saudável para o trabalhador.

Precisamos considerar o tempo gasto para o deslocamento até o local de trabalho e na maioria das vezes a impossibilidade de se fazer as refeições em casa. O número de horas gasto nesse deslocamento pesa na conta que se paga quando o assunto é qualidade de vida. Para a empresa a redução de custos. Para todos os cálculos de custo temos uma máxima que é horas/homem, isso ainda não mudou, embora reste provado que a quantidade de horas não significa qualidade nem eficiência. As empresas precisam investir em instrumentos e processos de gestão para que essa eficiência seja alcançada. Fazer mais com menos. Nesse sentido ganham o trabalhador, a empresa e o cliente. Hoje o que mais impacta o custo de produção é o tempo, e como dito anteriormente, o Brasil no ranking mundial não está dentro dos países mais produtivos.

No mundo do conhecimento, todo o trabalho deve ser inteligente. Precisamos evoluir para contratos de trabalho estabelecidos com base em entregas, com clareza do esperado de cada parte. As empresas já diminuíram suas estruturas de cargos de coordenação e supervisão, resquícios de um passado. O Governo precisa modernizar a legislação trabalhista para permitir uma remuneração variável sem sobrecarga tributária, que privilegie a eficiência. Toda a nossa legislação foi produzida considerando a equação hora/homem.

É muito importante estabelecer critérios justos de remuneração do trabalho. De empregado a colaborador a mudança não foi apenas da semântica, de fato o que se espera de todos que fazem parte do processo produtivo é a colaboração. A maturidade e compromisso aos acordos é um comportamento que se espera.

Cristina Márcia, palestrante e mentora de carreira; especialista em relacionamento e em alta performance pessoal e empresarial; pós-graduada em Controle Externo e Dinâmica de Grupos; MBA em Gestão de Projetos; consultora em Mapeamento Emocional; master Coach e Coach Executivo e de Relacionamento