Aluna da Uniube apresenta trabalho no Congresso Nacional de Meio Ambiente

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Pesquisa traça perspectivas para aplicação de árvores de decisão na gestão de casos notificados de dengue em Uberlândia, com uma proposta de implementação como estratégia de antecipação.

A estudante do oitavo período do curso de Engenharia Ambiental da Uniube Uberlândia, Esther Ferreira de Souza, teve artigo classificado entre os 30 melhores, entre mais de 850 trabalhos inscritos, na 17ª edição do Congresso Nacional de Meio Ambiente de Poços de Caldas. O evento, um dos mais importantes da área ambiental no Brasil, foi realizado de forma virtual nos dias 23 e 24 de setembro.

A pesquisa intitulada “Árvore de classificação para os registros de casos notificados de dengue associados a variáveis climáticas no município de Uberlândia/MG” traz a proposta de um modelo inteligente de alerta preditivo, por meio de variáveis climáticas e registros de casos notificados pelo SES/MG. “Minha maior motivação para a pesquisa foi contribuir para meu crescimento acadêmico, pois sempre tive interesse na área de pesquisa e escrita de projetos e artigos. Assuntos voltados a fatores socioambientais sempre foram meu foco de estudo para me preparar para fazer minha contribuição para uma sociedade melhor, com mais oportunidades e igualdade entre as pessoas. Por fim, mas não menos importante, o prestígio de ser orientada pelo professor Fabrício, que, desde minha entrada na Uniube, sempre me apoiou e contribuiu ativamente para meu crescimento profissional”, explica.

A aluna foi orientada pelo professor e coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Uniube Uberlândia, Fabricio Pelizer. Ele destaca a presença da Uniube no congresso pelo terceiro ano consecutivo. “A participação em eventos desse porte é interessantíssima para o corpo docente, pois soma conhecimentos e diversificação de linhas de pesquisa. Colocamos a Uniube em um lugar de prestígio e destaque no cenário nacional, temos contatos com colegas de áreas de pesquisa como a nossa e destacamos a vocação da universidade para a pesquisa e desenvolvimento dos alunos e corpo docente”, explica.

Ainda de acordo com o professor Pelizer, a pesquisa é fundamental na graduação porque permite ao aluno ir além da sala de aula, contextualizar conhecimentos, testar hipóteses e dúvidas, possibilita as melhores práticas de metodologia, raciocínio lógico, de construção de resultados e desenvolve o aluno pessoalmente e profissionalmente. Ele lembra também que o aluno pesquisador se sente motivado, prestigiado, faz uma rede de contatos com pesquisadores de outras instituições de ensino e consegue, ao concluir a graduação, já ter mais clareza para decidir quanto ao mestrado e seguir sua formação profissional.

Desse modo, a aluna Esther está no caminho certo. “Meu objetivo é realizar mais pesquisas, fazer publicações em revistas e encontrar um bom programa de mestrado. Pretendo fazer doutorado e continuar me especializando. Quero seguir a carreira acadêmica e incentivar as pessoas através do ensino e da pesquisa”, conclui a estudante.