Milhares de pessoas vivenciaram uma Uberlândia diferente entre os dias 20 e 22 de agosto. Luz, imagens, música e tecnologia ocuparam espaços da cidade durante a quinta edição do Cerrado Mapping Festival, que encerrou sua programação no último sábado (22).
Em sua segunda edição realizada em Uberlândia, o festival teve como um dos principais palcos a Praça Clarimundo Carneiro. Durante duas noites, o Palácio dos Leões deixou de ser apenas cenário para se transformar em uma grande tela digital a céu aberto, recebendo obras de 35 artistas e coletivos selecionados para a Mostra de Videomapping.
As projeções dialogaram com janelas, colunas, volumes e outros elementos da construção histórica, criando a sensação de que a própria arquitetura ganhava movimento. A experiência foi acompanhada por música, DJs e VJs e reuniu um público de diferentes idades no coração da cidade.
Com o tema “SER-TÃO”, a edição 2026 trouxe diferentes interpretações sobre o universo mítico, literário e simbólico do sertão brasileiro e sua relação com o Cerrado. Paisagem, memória, resistência, cultura, fé e imaginário ganharam novas formas por meio da arte digital.
Do centro à experiência imersiva no parque
No Parque do Granja Marileusa, o público encontrou uma proposta diferente. O Circuito de Instalações de Luzes reuniu sete instalações, entre projeções, obras lumínicas e esculturas interativas integradas à paisagem.
As vagas disponibilizadas para a experiência foram preenchidas antes mesmo do início do festival. Durante os três dias, os visitantes percorreram o circuito em grupos acompanhados por monitores, estabelecendo uma relação mais próxima com as obras e com as possibilidades de encontro entre arte, tecnologia e natureza.
Para Bernardo Brant, diretor executivo e um dos idealizadores do Cerrado Mapping Festival, a participação do público confirmou a força alcançada pelo projeto em sua quinta edição. “Ver milhares de pessoas ocupando a Praça Clarimundo, acompanhando as projeções, interagindo com a programação e, ao mesmo tempo, termos todas as vagas gratuitas preenchidas para a experiência no Parque do Granja Marileusa mostra que existe um público interessado em viver novas experiências culturais. Conseguimos aproximar a arte digital das pessoas, reunir em Uberlândia artistas e profissionais de diferentes lugares do Brasil e do mundo e, ao mesmo tempo, contribuir para a valorização/preservação do ecossistema cerrado e da cultura do sertão brasileiro. É muito gratificante perceber como o festival cresceu e como a cidade abraçou novamente a proposta”, afirma Brant.
Uberlândia conectada à cena internacional
A internacionalização foi outro destaque da edição. O Cerrado Mapping reuniu artistas, produtores e jurados brasileiros e estrangeiros e recebeu trabalhos de diferentes países, ampliando o intercâmbio em torno do videomapping e das novas linguagens audiovisuais.
Entre os profissionais internacionais que estiveram em Uberlândia estavam os espanhóis Chema Siscar, artista visual e CEO do Momap Studio, e Albert Pujol Marqués, criador do EbreLumen, festival de videomapping na natureza realizado na Catalunha.
O intercâmbio também chegou à programação formativa. Antes e durante o festival, artistas, estudantes e profissionais participaram do Workshop Audiovisual – Conectando Som e Vídeo e do Visual Brasil Meeting, criando espaços para troca de conhecimento, experimentação e formação de novos talentos.
A combinação entre experiência artística, formação e intercâmbio internacional reforçou o propósito do Cerrado Mapping Festival de aproximar diferentes públicos da arte digital e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento da cena criativa e audiovisual.
Sobre o Cerrado Mapping Festival
Pioneiro em videomapping em Minas Gerais, o Cerrado Mapping Festival nasceu em 2020, na Vila de Santa Bárbara, em Augusto de Lima, no Norte do estado. Em 2026, chegou à quinta edição e à segunda realizada em Uberlândia, ampliando a programação com mostra de videomapping, instalações de luz, atividades formativas e participação de artistas e profissionais nacionais e internacionais.
Realizado pela Oficina de Imagens e Darklight Studio, o Cerrado Mapping Festival contou com patrocínio do Grupo Algar, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e apoio da Prefeitura de Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Infoview, além de parceiros institucionais.



