Colégio Marista São José – Barra destaca a importância de desenvolver competências para o uso consciente da tecnologia no ambiente escolar
A presença da Inteligência Artificial( IA) no cotidiano tem provocado mudanças na forma como as pessoas estudam, trabalham, produzem informações e se relacionam com a tecnologia. Na educação, esse movimento também amplia as discussões sobre como preparar crianças e adolescentes para uma realidade em que ferramentas baseadas em IA estarão cada vez mais presentes. O Conselho Nacional de Educação (CNE), ligado ao Ministério da Educação (MEC), vem discutindo diretrizes para orientar o uso da tecnologia no contexto educacional, com atenção a aspectos como ética, segurança, pensamento crítico, equidade e proteção de dados.
Para o Colégio Marista São José – Barra, a discussão passa pela formação dos estudantes para compreender as possibilidades, os limites e os impactos dessas tecnologias. A presença da IA no ambiente escolar também envolve questões relacionadas à autoria, à capacidade de analisar informações e à responsabilidade diante dos conteúdos produzidos ou acessados por meio dessas ferramentas. “Preparar os estudantes para o futuro significa também ajudá-los a compreender as tecnologias que já fazem parte da sociedade.Ela precisa ser discutida no ambiente escolar de maneira responsável, para que os alunos desenvolvam repertório, consciência e capacidade de fazer escolhas diante dos recursos tecnológicos que encontrarão ao longo da vida”, afirma o Renan Navarro Martins, Assistente de Tecnologias Educacionais, do Colégio Marista São José – Barra.
A formação do pensamento crítico ganha relevância nesse cenário, especialmente diante da grande quantidade de informações produzidas e disponibilizadas pelas plataformas digitais. Para o assistente, o contato com a IA precisa estar acompanhado de reflexão sobre a qualidade das informações, a autoria dos conteúdos e a responsabilidade de quem utiliza esses recursos. “O estudante precisa entender que utilizar uma ferramenta envolve fazer perguntas, analisar respostas, verificar informações e refletir sobre aquilo que está sendo produzido. Esse processo contribui para que ele desenvolva autonomia intelectual e perceba que a tecnologia não elimina a necessidade de pensar, questionar e construir conhecimento”, explica.
Outro aspecto importante está relacionado à formação dos educadores e à construção de critérios para o uso da IA dentro da rotina escolar. A discussão envolve desde a definição de práticas pedagógicas até questões relacionadas à privacidade, ao uso responsável dos dados e à autoria dos trabalhos realizados pelos estudantes. “A escola tem um papel importante na formação de cidadãos capazes de lidar com as transformações tecnológicas de forma consciente. Isso envolve preparar professores, orientar os estudantes e criar espaços de diálogo sobre ética, responsabilidade, privacidade e autoria. A educação precisa acompanhar essas mudanças para que os alunos estejam preparados para participar de uma sociedade cada vez mais marcada pela tecnologia”, finaliza Renan Navarro Martins.



