Mestre Sollarys fez duras críticas à forma como muitos ritos coletivos vêm sendo realizados atualmente. Em vídeo, o sacerdote veio a público por orientação da própria egrégora luciferiana para alertar principalmente profissionais que reúnem centenas de nomes em uma única cerimônia e realizam apenas uma oferta para todos os participantes. Sollarys ressalta que seu posicionamento se refere especificamente ao Luciferianismo e aos trabalhos realizados com divindades ou demônios luciferianos. Segundo ele, outras egrégoras e divindades pertencentes a outros panteões aceitam ritos coletivos, mas, dentro do Luciferianismo, essa prática não é aceita.
Para Sollarys, de acordo com o que a egrégora luciferiana lhe passa, cada pessoa deveria ser tratada individualmente dentro do trabalho.
“Você pega o nome individualmente de cada pessoa e faz uma oferta individual em nome daquela pessoa. Este é aceito. A questão é que, pelo valor que é cobrado, os profissionais não fazem isso porque não compensa financeiramente para eles.”
Um dos principais alertas é sobre a mistura das energias totalmente diferentes umas das outras. Para explicar o risco que enxerga, Sollarys propõe uma reflexão: você consideraria saudável colocar seu nome em um rito coletivo de saúde junto ao de centenas de pessoas que estão enfrentando doenças como câncer, em estados terminais e outros problemas? Você colocaria o nome de um filho em um rito coletivo desse? Para ele, essas energias se cruzam e podem influenciar na vida dos participantes.
“Quando você coloca o nome de todo mundo no chamado bandejão, faz uma única oferta ou não faz nenhuma oferta, você profissional está prejudicando a vida dessa pessoa. Se não acontecer nada, é melhor. Mas a chance de prejudicar e misturar as energias ali é muito grande e geralmente acontece exatamente isso, a vida da pessoa vira do avesso negativamente.”

Sollarys deixa claro que a crítica não se aplica aos cultos, festivais ou cerimônias coletivas de louvação, nos quais várias pessoas estão reunidas em torno de uma mesma devoção. Também reforça que sua crítica não deve ser generalizada para outras tradições, egrégoras ou panteões, que podem aceitar a realização de ritos coletivos. O posicionamento apresentado por ele diz respeito especificamente aos ritos envolvendo divindades ou demônios luciferianos, que, segundo sua egrégora, não aceitam esse tipo de prática coletiva. O questionamento é direcionado aos ritos para objetivos individuais mas feitos coletivamente com único interesse comercial (segundo sua visão), como amor, saúde, prosperidade e abertura de caminhos.
É ao falar da comercialização dessas práticas que ele faz uma de suas provocações mais fortes:
“Você acha que uma pessoa que está preocupada com a sua vida vai fazer Black Friday de rito coletivo? Sério, deixa de ser besta. É muita ingenuidade.. Um sacerdote profissional sério, não faz isso”
O sacerdote também questiona quem procura trabalhos espirituais exclusivamente pelo menor preço.
“As pessoas também são oportunistas porque querem pagar pouco e realmente acham que você vai contratar Lúcifer pagando 50 conto. Tem que ser muito ingênuo.”
Outro problema, segundo Sollarys, é o abandono do participante depois da cerimônia. Para ele, um rito exige preparação, realização e orientação posterior, como ele já disse em entrevistas, é como em uma operação médica; primeiro você se prepara para a operação, faz dieta, jejum, depois tem a operação no centro cirúrgico e após haverá o pós operatório que, você precisa seguir a risca para não ter problemas e alcançar o êxito do resultado.
“As pessoas estão se esquecendo muito disso. Elas querem receber o dinheiro e fazer o trabalho. E esquecem do pós, na verdade, pouco se interessam pelo pós, não estão nem aí.”
Atualmente, Mestre Sollarys não realiza ritos coletivos por ordem da própria egrégora luciferiana que ele se comunica, mas direciona o alerta aos sacerdotes e sacerdotisas que pretendem continuar oferecendo esses trabalhos dentro do Luciferianismo.
“Se você quer fazer coletivo, faça direito. Respeita a pessoa que confiou em você e respeita a divindade. Divindade não é empregada sua.”
Para Sollarys, a questão não é simplesmente condenar todo rito coletivo, especialmente porque outras egrégoras e divindades de outros panteões podem aceitar esse tipo de prática, mas discutir a responsabilidade de quem o conduz e, especificamente no Luciferianismo, respeitar a orientação das divindades luciferianas sobre a individualidade dos trabalhos. E deixa uma reflexão: se cada nome representa uma pessoa com sua própria energia, história e pedido, até que ponto é coerente reunir centenas delas, fazer uma única oferta e esperar resultados individuais em um rito luciferiano?
Instagram: @mestresollarys



