quarta-feira, junho 23, 2021
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Seis vacinas que tornaram o mundo um lugar mais seguro

O ano de 2020 será lembrado como o ano da pandemia, não há dúvida disso. Um aspecto positivo que certamente ficará para a história é a velocidade e eficiência com que os cientistas trabalharam para desenvolver uma vacina. Embora o trabalho ainda não esteja concluído, a perspectiva de uma vacina ser aprovada em um futuro próximo mudará a vida de muitos.

As doenças infecciosas não são novas para a humanidade. Os perigos das bactérias e dos vírus existem desde o início dos tempos, mas a invenção da vacinação, no século 18, nos tornou muito mais equipados para combatê-los. A vacina Covid-19 será uma das poucas vacinas de importância histórica. Aqui estão 6 das vacinas mais importantes já desenvolvidas.

1. A vacina contra a varíola

Gravura francesa em 1896 marcando o centenário da vacina de Jenner

A vacina contra a varíola mudou a história, pois foi a primeira vacina bem-sucedida. Desenvolvida por Edward Jenner em 1796, a vacina contra a varíola ajudou a acabar com “uma das doenças mais mortais conhecidas pelos humanos”, de acordo com a OMS. Este vírus, que causa sintomas semelhantes aos da gripe seguidos por bolhas cheias de pus que se espalham pelo corpo do paciente, causou estragos imensos na Europa. Estima-se que antes da vacina, a varíola matava 400.000 pessoas por ano, ou seja, três em cada 10 pessoas.

O termo vacinação vem de variolae vaccinae, ou “varíola bovina”, também conhecida como varíola da vaca. Jenner percebeu que sua leiteira Sarah Nelmes tinha ferimentos apenas nas mãos, que ela usava para ordenhar as vacas, mas fora isso, ela estava perfeitamente saudável. O médico percebeu que não era coincidência; extraiu uma amostra do pus de Sarah e injetou-a no braço de um menino chamado James Phipps. Para a surpresa de todos, quando Jenner picou Phipps com uma segunda agulha, desta vez com uma dose de varíola, Phipps permaneceu saudável. A varíola não foi apenas a primeira doença a ter uma vacina, mas também a única doença completamente erradicada em todo o mundo. Isso significa que ninguém toma uma vacina contra a varíola hoje porque ela não é mais necessária.

2. A vacina BCG, contra a tuberculose

À esquerda, os cientistas Camille Guérin (E) e Albert Calmette (D). Acima, à direita,uma criança recebe a vacina BCG, e frascos de vacina BCG

A BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é utilizada na prevenção da tuberculose, uma doença transmitida pela saliva e materiais contaminados e causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também chamado de bacilo de Koch. A vacina BCG foi criada pelos pesquisadores Albert Calmette e Camille Guérin a partir de uma bactéria responsável por desencadear mastite tuberculosa bovina, a Mycobacterium bovis. Sua primeira utilização foi feita em uma criança recém-nascida de mãe que apresentava tuberculose em 1921. No Brasil, ela começou a ser usada em 1927, e a cepa utilizada é chamada de BCG Moreau. A eficácia da BCG é grande, principalmente na forma disseminada da tuberculose, em que a vacina garante cerca de 78% de proteção. Vale destacar que a proteção varia de acordo com o paciente e também com o país, uma vez que as cepas utilizadas para a fabricação das vacinas variam de acordo com a localidade. Apesar da vacina BCG ter sido criada com a finalidade de proteger contra a tuberculose, estudos garantem que essa vacina também garante certa proteção contra a hanseníase. Inicialmente a vacina era administrada de maneira oral, só posteriormente que se adotou a aplicação intradérmica. No Brasil, essa nova forma de utilizar a BCG foi iniciada a partir de 1968.

3. A vacina contra a poliomielite (pólio)

Esquerda: Jonas Salk prepara-se para aplicar sua vacina, em 1955. Direita: Albert Sabin aplica sua vacina em uma menina, em 1962.

Quando a vacina contra a poliomielite foi disponibilizada, as pessoas fizeram fila para recebê-la, de acordo com vários relatórios. “Visões de crianças usando pulmões de ferro para sobreviver estão permanentemente enraizadas em nossa história de doenças infecciosas”, disse Kirsten Hokeness, Ph.D., professora e chefe do departamento de ciência e tecnologia da Universidade Bryant, à Insider.
A poliomielite é uma doença altamente infecciosa que é transmitida pelo contato com uma pessoa infectada, bem como por alimentos e água contaminados. O vírus pode danificar os neurônios que controlam o movimento, causando paralisia parcial ou completa. As crianças correm um risco particularmente alto de contrair poliomielite. Embora os pesquisadores tenham começado a trabalhar em uma vacina contra a poliomielite na década de 1930, uma vacina eficaz não apareceu até que Jonas Salk introduziu sua vacina inativada contra a poliomielite (IPV) em 1955. A vacina de Salk era incomum, pois em vez de usar uma versão enfraquecida do vírus vivo, ela usava uma versão “morta” ou inativada do vírus. Quando o poliovírus “morto” é injetado na corrente sanguínea, ele não pode causar uma infecção, mas o sistema imunológico não consegue distinguir um vírus ativado de um inativado e cria anticorpos para combatê-lo. Uma versão posterior de vacina contra a pólio, desenvolvida por Albert Sabin, empregou uma forma atenuada de vírus vivos. A vacina passou a ser aplicada via oral e não mais injetada. Foi licenciada e autorizada sua aplicação em 1962 e logo se tornou mais difundida que a vacina de Salk, por ser mais barata e mais fácil de vacinar em massa. Ainda não existe cura para a poliomielite. Mas a utilização da vacina Sabin em vastas campanhas populares ao redor do mundo praticamente eliminou os casos de pólio nos países que a utilizam. Em 2018, foram registrados 30 casos novos da doença, em dois países apenas: Paquistão e Afeganistão, segundo a Organização Mundial da Saúde.

4. A vacina Tríplice Viral, SRC ou MMR

Dois trabalhadores chocam ovos de galinha em preparação para a produção da vacina contra o sarampo.

A vacina MMR, também conhecida como SRC e Tríplice Viral fornece proteção contra sarampo, rubéola e caxumba. As crianças recebem duas doses da vacina MMR, uma aos 12 meses e outra aos 15 meses. É especialmente eficaz contra o sarampo, o que é uma sorte porque é um dos vírus respiratórios mais contagiosos. “É tão contagioso que, se uma pessoa tem, até 90% das pessoas ao redor também serão infectadas se não estiverem protegidas”, observa o Centro de Controle de Doenças dos EUA.

E as consequências podem ser graves. O sarampo pode causar pneumonia, encefalite (inflamação do cérebro) e, em alguns casos, até a morte. No final dos anos 1950 e início dos 1960, quase duas vezes mais crianças morreram de sarampo do que de poliomielite. Uma vacina contra o sarampo foi disponibilizada em 1963 e, mais tarde, em 1971, Maurice Hilleman, da Merck & Co., desenvolveu a vacina MMR. No ano 2000, graças a imunizações amplamente eficazes, o sarampo foi declarado erradicado nos Estados Unidos. Recentemente, entretanto, surtos de sarampo começaram a ocorrer novamente. Em 2019, havia 1.282 casos de sarampo nos Estados Unidos, de acordo com o CDC. Existem algumas razões possíveis. Uma é que algumas vacinas oferecem imunidade diminuída e requerem uma dose de reforço para complementar a vacina inicial. Além disso, o vírus não é erradicado em todo o mundo e viajar para pontos críticos sem ser vacinado pode levar a surtos.

5. A vacina DPT-Hip

A vacina TPD-Hip também oferece proteção contra uma combinação de doenças, todas causadas por bactérias e com potencial para serem mortais: tétano, difteria e tosse convulsa, mais conhecida como coqueluche. Embora a vacinação contra essas doenças exista desde o final dos anos 1940, a TPD-Hip foi introduzida apenas em 2005. A diferença entre a TPD-Hip e a vacina DTaP original é que a última é administrada a bebês, enquanto a versão de 2005 É um reforço para crianças mais velhas e adultos. Esse desenvolvimento é extremamente importante porque, embora a coqueluche não seja perigosa para os adultos, pode ser fatal para os bebês. Portanto, até que tenham idade suficiente para se vacinarem, os bebês dependem de todos ao seu redor serem vacinados contra a coqueluche. Durante cada gravidez, as mulheres devem receber a vacina TPD-Hip, assim como todas as pessoas próximas ao bebê: amigos, parentes, profissionais de saúde, funcionários de creches, etc.

6. A vacina contra o HPV 

Selective Focus Of Papillomavirus Vaccine With Medicines

Esta é a vacina mais recente da lista; foi disponibilizada pela primeira vez em 2006. No entanto, sua importância não pode ser questionada. O papilomavírus humano, ou HPV, é a infecção sexualmente transmissível mais comum nos Estados Unidos, com 14 milhões de americanos contraindo HPV a cada ano. Existem muitas cepas do vírus, algumas das quais estão ligadas a vários tipos de câncer, como câncer cervical e câncer na parte posterior da garganta. De acordo com Hokeness, a vacina contra o HPV é a coisa mais próxima que temos de uma cura para o câncer. Desde o início de sua distribuição, a vacina causou uma redução de 29% no câncer cervical, de acordo com a Revista de Medicina Preventiva Americana.

FONTE: https://www.tudoporemail.com.br 

Cristiane Guimarãeshttps://naoperdenao.com/
Cristiane Guimarães é Comunicadora Social com habilitação em jornalismo e atua há mais de 20 anos no mercado. Apaixonada pela profissão é colunista social, produtora e assessora de imprensa. O blog é uma junção de tudo que ama e que acha válido de ser compartilhado. Seja bem-vindo a esta página que festeja a sua presença! Entre em Contato: [email protected]

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