Com o aumento da expectativa de vida e a evolução da tecnologia na medicina os procedimentos estão cada vez mais minimamente invasivos e poupadores de órgãos nobres. Quando falamos em tumores renais, o desafio vai além da retirada da lesão. O objetivo é tratar o câncer com a máxima segurança oncológica e, ao mesmo tempo, manter o rim funcionando.
O Dr. Leandro Alves, urologista e especialista em cirurgia robótica do ICR.T – Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo, destaca que preservar o rim é preservar a qualidade de vida. De acordo com o médico, “a cirurgia robótica, nos casos de tumores renais, consegue planos cirúrgicos com o máximo de segurança oncológica, poupando praticamente 100% do parênquima normal”.
É exatamente isso o que a nefrectomia parcial robótica proporciona. Tratar o tumor, mas preservar o que é essencial. “Diversas vezes, nos exames pós-operatórios de imagem, não conseguimos identificar nem mesmo a cicatriz renal”, completa o urologista.
Por que preservar o rim é tão importante?
Segundo o Dr. Leandro Alves, “a longevidade do ser humano está cada vez maior. Precisamos preservar órgãos nobres para um funcionamento harmonioso do corpo humano”, mantendo, assim, o equilíbrio do organismo ao longo dos anos.
Antigamente, muitos tumores renais eram tratados com a retirada total do rim. Hoje, graças à tecnologia, isso é exceção, o que é excelente, já que os rins desempenham funções vitais:
* Filtram toxinas do sangue;
* Regulam a pressão arterial;
* Controlam eletrólitos;
* Participam do equilíbrio hídrico do corpo.
A cirurgia robótica torna essa preservação possível
A cirurgia robótica revolucionou o tratamento dos tumores renais. Com visão tridimensional ampliada, movimentos extremamente precisos e maior estabilidade, o cirurgião consegue:
* Identificar com clareza os limites do tumor;
* Preservar praticamente 100% do parênquima renal saudável;
* Reduzir o tempo de isquemia (tempo em que o rim fica temporariamente sem fluxo sanguíneo);
* Garantir segurança oncológica.
O que a tecnologia muda, na prática, na retirada do tumor?
Na prática, a tecnologia amplia as possibilidades. Hoje, o urologista consegue indicar a cirurgia poupadora de néfrons (nefrectomia parcial) em praticamente todos os casos de tumores renais. Isso significa mais preservação, mais função e mais qualidade de vida, no longo prazo.
A nefrectomia total torna-se exceção, reservada apenas para situações muito específicas.
Benefícios percebidos pelo paciente
Dr. Leandro explica que a diferença não está apenas na técnica. Está também na recuperação. Após uma nefrectomia parcial robótica, o paciente percebe:
* Menor necessidade de analgésicos;
* Menor sangramento;
* Menor tempo de internação;
* Menor tempo de isquemia renal;
* Retorno mais rápido às atividades diárias.
Além disso, “enquanto a cirurgia aberta exige grandes incisões, com risco de deformidades lombares, hérnias ou flacidez muscular, a abordagem robótica é minimamente invasiva e preserva não apenas o rim, mas também a estrutura muscular. As pequenas incisões promovem melhor resultado estético”, salienta o cirurgião.
Tecnologia e experiência a serviço da vida
A nefrectomia parcial robótica representa o que há de mais moderno na urologia oncológica.
No ICR.T, tecnologia de ponta caminha junto com experiência cirúrgica e cuidado individualizado. Cada caso é avaliado de forma criteriosa, buscando o equilíbrio ideal entre tratamento eficaz e preservação máxima da função renal.



