Projeto inovador de Araxá, que pode vir para Uberlândia, recebe reconhecimento nacional em governança e sustentabilidade

Ecosense – que une esporte, cultura e sustentabilidade – recebe chancela da UBQ e transforma governança e sustentabilidade em ativo de crescimento para a ex-atleta e empreendedora mineira Patrícia Moço

0

Um negócio que nasce no interior, mas já dá os seus primeiros passos “pronto” para conversar com as grandes agendas do presente: governança, cultura organizacional e sustentabilidade. É com essa marca que a Ecosense, de Araxá (MG), foi reconhecida pela UBQ (União Brasileira para a Qualidade) na categoria Micro e Pequenas Empresas, no Prêmio Melhores em Gestão Minas Gerais – Ciclo 2025. A cerimônia pública de entrega aconteceu nesta terça-feira, 16 de dezembro, em Belo Horizonte, com presença de atores do ecossistema e apoio institucional da FIEMG.

Segundo a organização do prêmio, durante o processo de avaliação, que incluiu questionário, auditoria e entrevista, chamou atenção o fato de a Ecosense já ter sido estruturada desde o início com pilares sólidos de gestão. Na prática, isso posiciona o projeto da empreendedora Patrícia Moço como um caso que conversa diretamente com critérios contemporâneos de ESG e com as exigências de maturidade que hoje balizam parcerias, editais e iniciativas corporativas de maior porte.

“Eu acredito muito que sustentabilidade não é só discurso, é método, processo, rotina, e governança. E ver a Ecosense sendo reconhecida por uma entidade com a seriedade da UBQ, com a FIEMG presente nesse ecossistema, mostra que dá para empreender no interior com padrão de gestão e ambição de impacto”, afirma Patrícia, fundadora do Espaço Ecosense e que também é ex-atleta de vôlei.

Uma premiação que funciona como diagnóstico e vira ativo reputacional
Mais do que um troféu, o Prêmio Melhores em Gestão Minas Gerais se apoia em um diagnóstico que dá visibilidade ao que muitas organizações ainda não conseguem traduzir: como a empresa opera, decide, mede e sustenta qualidade no dia a dia. O reconhecimento da UBQ, instituição com atuação desde 1982 na promoção de conceitos e práticas de qualidade e gestão no Brasil, soma-se a um contexto institucional que amplia a credibilidade da Ecosense em ambientes onde decisões são tomadas.

De acordo com Moço, esse movimento ganha ainda mais força porque chega em um momento em que organizações de todos os setores estão revisitando seus próprios modelos de gestão, governança e cultura, pressionadas por eficiência, transparência e reputação. Para ela, nesse cenário, uma empresa jovem que já nasce organizada e prova isso em um processo estruturado sai da esfera da “boa história” e entra na esfera do case com método.

“Nunca foi sobre ‘crescer por crescer’. Sempre foi sobre construir algo replicável, com cultura forte e responsabilidade. Esse tipo de reconhecimento ajuda a gente a ser ouvido em mesas maiores, e isso muda o jogo para qualquer empreendedora”, complementa Patrícia.

ESG na prática: quando a empresa não “adota” sustentabilidade somente depois
A Ecosense foi reconhecida por um elemento que, no mercado, virou diferencial raro: a consistência de pilares. Em vez de tratar a sustentabilidade como um apêndice, o projeto se estruturou com governança, cultura e cuidado ambiental e social como base. E é justamente essa maturidade que a coloca naturalmente dentro dos critérios modernos de ESG, aqueles que vão além de campanhas e valorizam gestão, indicadores e coerência entre discurso e prática.

Esse posicionamento não é isolado. Em novembro de 2025, o projeto também avançou em outra frente institucional relevante ao ser aceita na Jornada rumo à Agenda 2030 da ONU e ao reconhecimento do Selo ODS Brasil 2025/2026, um processo formativo e técnico que incentiva organizações a organizar, medir e dar transparência ao impacto alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A conexão entre os dois movimentos — gestão e impacto — reforça a narrativa de que a Ecosense está construindo crescimento com método, não com improviso.

“Quando a gente fala de ESG, parece que tudo precisa nascer grande, na capital, com muita estrutura por trás. A Ecosense prova o contrário, mostrando que dá para surgir no interior, com olhar humano, e ainda assim dialogar com o que há de mais avançado em gestão e sustentabilidade”, diz Patrícia.

Uma história de empreendedorismo feminino do interior que vira pauta de negócios
A cerimônia do dia 16, em Belo Horizonte, representou também um marco um tanto quanto simbólico, já que mostra uma empreendedora mulher do interior indo à capital para receber um reconhecimento de gestão que costuma ser associado a organizações mais tradicionais.

Além do orgulho pelo feito, Patrícia afirma que isso amplia o alcance da Ecosense para além do território onde nasceu e fortalece sua capacidade de se apresentar a novos públicos, tais como lideranças empresariais, indústria, entidades setoriais, investidores de impacto e parceiros institucionais.

No campo da reputação, a combinação “UBQ + FIEMG + ESG” funciona como uma ponte direta para ambientes estratégicos. A Ecosense se torna mais reconhecida para conversas com grandes empresas, projetos estruturantes, iniciativas de inovação aberta e chamadas públicas que exigem evidências de capacidade de gestão.

“O prêmio mostra que não é só paixão. Temos estrutura, bastante seriedade e um proejto com objetivos a curto, médio e longo prazo. É a Ecosense dizendo que a gente sabe fazer, sabe medir e sabe sustentar”, reforça.

O que a Ecosense sinaliza para o mercado: projeto replicável, consistente e pronto para novas frentes
A Ecosense vem construindo, ao longo dos últimos anos, um posicionamento que ultrapassa o espaço físico. Ela se coloca como metodologia replicável, uma forma de operar projetos que unem bem-estar, cultura, esporte, inclusão e sustentabilidade com organização e governança.

Em um país que frequentemente trata impacto como algo “pontual”, essa visão de sistema (com gestão, rotinas e critérios) é o que diferencia uma iniciativa inspiradora de uma iniciativa escalável.

“Eu sempre disse que dá para conciliar impacto social com negócio. Agora estamos mostrando que também dá para conciliar isso com governança, com indicadores e com uma visão de futuro. Esse reconhecimento é uma chancela, mas também é um convite para vários agentes de que queremos fazer isso junto com empresas, com o poder público e com quem acredita que o ESG brasileiro pode nascer em Araxá ou em qualquer lugar e ganhar o mundo”, conclui Patrícia.

Sobre a Ecosense
A Ecosense é uma metodologia nascida em Araxá (MG) que une esporte, cultura e sustentabilidade para promover inclusão real e bem-estar. Criada pela empreendedora social Patrícia Moço, ex-atleta e ex-executiva, a Ecosense oferece projetos esportivos, culturais e socioambientais com infraestrutura 100% acessível e visão de impacto territorial. O modelo é replicável e pode ser implementado em outras cidades, em parceria com poder público, empresas e universidades, fortalecendo a agenda ESG a partir do local.

E-mailespacoecosense@gmail.com
Instagram: https://www.instagram.com/espacoecosense/