Aprender a gastar: por que falar de dinheiro com crianças é cada vez mais necessário

Volta às aulas pode ser ponto de partida para ensinar crianças a lidar com dinheiro

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Listas extensas de material escolar, personagens licenciados e produtos que estimulam o consumo fazem parte da rotina da volta às aulas — e podem se transformar em um desafio para pais e responsáveis. Ao mesmo tempo, esse período também representa uma oportunidade importante para introduzir, desde cedo, conceitos de educação financeira, escolhas e responsabilidade.

Segundo Renata Watanabe, diretora de Risco da DM, envolver as crianças no processo de compra pode ser mais educativo do que simplesmente decidir por elas.
“Participar da escolha do material escolar ajuda a criança a compreender que o dinheiro é limitado e que nem tudo pode ser comprado. É nesse diálogo que surgem aprendizados sobre prioridades, planejamento e consumo consciente”, explica.

A orientação é transformar a compra em uma conversa. Perguntar o que a criança gostaria de ter, apresentar alternativas e comparar preços são formas simples de estimular reflexão. “Quando a criança entende por que uma mochila mais cara não cabe no orçamento ou percebe que um item não é realmente necessário, ela passa a fazer escolhas mais conscientes”, diz Renata.

Outro ponto importante é lidar com o desejo imediato. “Muitos produtos são pensados para despertar vontade de compra. Uma boa prática é anotar o que a criança quer e retomar o assunto depois de alguns dias. Em muitos casos, o interesse diminui, e esse intervalo ajuda a ensinar que nem toda vontade precisa ser atendida na hora”, afirma.

Contaí: educação financeira para crianças de forma lúdica
Com o objetivo de apoiar famílias e escolas nesse processo, a DM desenvolveu o Contaí, um projeto de educação financeira voltado ao público infantil. A iniciativa reúne livros digitais gratuitos e um jogo de cartas, que abordam temas como consumo consciente, controle de gastos, empreendedorismo e doação de itens em desuso, sempre de forma lúdica e acessível.

A coleção acompanha a história de Cauã, um menino de 12 anos que sonha em ganhar um celular novo e, ao participar de um concurso sobre educação financeira, passa a refletir sobre como utilizar o dinheiro de forma responsável. A narrativa aproxima conceitos financeiros da realidade das crianças, estimulando o pensamento crítico e a tomada de decisões.

“A educação financeira na infância vai além do futuro profissional. Ela contribui para o desenvolvimento da autonomia, do senso de responsabilidade e da capacidade de fazer escolhas”, destaca Renata. “Além disso, as crianças acabam levando essas reflexões para dentro de casa, influenciando pais e familiares.”

Desenvolvido em parceria com a produtora 2112Lab, o Contaí também foi pensado para uso em escolas, com materiais de apoio para professores. O projeto já é aplicado em atividades extracurriculares da rede pública de São José dos Campos (SP).

Os livros digitais e o jogo de cartas do Contaí estão disponíveis gratuitamente em:
https://colecaocontai.com.br/home/