Depois de surpreender o público em sua estreia na cidade, em 2025, o Cerrado Mapping Festival retorna a Uberlândia ainda maior. Entre os dias 20 e 22 de agosto, o festival realiza sua segunda edição no município, reunindo artistas, produtores culturais, pesquisadores e especialistas em arte digital do Brasil e do exterior em uma programação gratuita que transforma fachadas, paisagens e espaços públicos em experiências imersivas.
Neste ano, o festival amplia seu alcance internacional e consolida Uberlândia como um importante ponto de encontro da produção contemporânea em video mapping, linguagem artística que utiliza projeções digitais para transformar edifícios, monumentos e elementos da paisagem em obras audiovisuais sincronizadas com luz, som e animação.
Com o tema “SER-TÃO”, a edição de 2026 propõe um olhar sensível sobre as paisagens, os territórios, as memórias e as identidades brasileiras. As obras ocuparão dois espaços emblemáticos da cidade: o Parque Granja Marileusa e a Praça Clarimundo Carneiro, convidando o público a experimentar novas formas de perceber a arquitetura, a natureza e o espaço urbano.
Um dos principais destaques desta edição é seu caráter internacional. A mostra competitiva recebeu 48 inscrições, incluindo obras enviadas por artistas de diferentes países, reforçando o reconhecimento que o festival vem conquistando fora do Brasil.
O mesmo acontece com o júri da mostra, formado por artistas e produtores reconhecidos internacionalmente. Entre eles, espanhol Chema Siscar, artista visual, diretor criativo e CEO do Momap Studio, referência em video mapping, iluminação monumental e tecnologias 3D, com projetos premiados na Europa, Ásia e Américas. Também integra o júri internacional o espanhol Albert Pujol Marqués, criador do EbreLumen, festival pioneiro de video mapping realizado em ambientes naturais na Catalunha, além de um dos principais articuladores da cultura digital e da inovação tecnológica aplicada ao território na Espanha.
Além dos jurados, o festival contará com artistas convidados do Brasil e do exterior, fortalecendo o intercâmbio entre diferentes linguagens, técnicas e experiências criativas. “O Cerrado Mapping nasceu com a proposta de aproximar arte, tecnologia e território. A cada edição percebemos um crescimento do interesse internacional, tanto de artistas quanto de profissionais que são referência mundial nessa linguagem artística e desejam participar desse intercâmbio cultural e criativo. Isso mostra que Uberlândia passa a ocupar um lugar relevante dentro desse cenário mundial”, destaca Bernardo Brant, um dos idealizadores do festival.
Mais do que um espetáculo visual, o Cerrado Mapping se consolida como uma plataforma de formação e difusão da economia criativa. Além das projeções e instalações artísticas, a programação inclui workshops, laboratório audiovisual, mostra competitiva e encontros entre artistas brasileiros e estrangeiros, aproximando estudantes, profissionais e o público.
Realizado pela Oficina de Imagens e Darklight Studio, o Cerrado Mapping Festival conta com patrocínio do Grupo Algar, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e apoio da Prefeitura de Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e demais parceiros institucionais.
Mais informações: www.cerradomappingfestival.com



