Tet Trem, Andi Ricardo e Clayver celebram a potência da cultura negra no Afropunk Brasil 2026, em Salvador

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Influenciadores destacam a importância do festival para a valorização da identidade, da ancestralidade e do protagonismo negro na música, na moda e no entretenimento

O Afropunk Brasil 2026 movimenta Salvador neste fim de semana, dias 7 e 8 de novembro, reunindo artistas, influenciadores e personalidades em uma das maiores celebrações da cultura negra do país. Entre os nomes que destacam a importância do evento estão os criadores de conteúdo Tet Trem, Andi Ricardo e Clayver, que ressaltam o papel do festival na valorização da identidade, da representatividade e da diversidade de expressões da população negra.

Mais do que um festival de música, o Afropunk se tornou um espaço de conexão entre diferentes gerações, linguagens e manifestações culturais. A moda, a beleza, a música e o comportamento ganham protagonismo em uma programação que também evidencia a influência da criatividade negra na construção de tendências e narrativas contemporâneas.

Para Tet Trem, o evento representa uma oportunidade de celebrar a liberdade de expressão e a autenticidade, características que também fazem parte de sua trajetória como criador de conteúdo.

“O Afropunk é um daqueles lugares onde você olha ao redor e percebe a quantidade de gente preta talentosa, criativa e cheia de personalidade que existe. Acho muito bonito ver todo mundo se expressando do seu jeito, seja pela roupa, pelo cabelo, pela música ou pela própria história. É um ambiente onde a gente consegue celebrar quem é, sem precisar se encaixar em um padrão. E isso tem uma força enorme”, destaca Tet Trem.

Já Andi Ricardo ressalta a importância da representatividade e da ocupação de espaços que reconheçam a contribuição da população negra para a cultura e o entretenimento.

“Quando a gente fala sobre representatividade, não é apenas sobre estar presente em determinados lugares, mas sobre se reconhecer neles. O Afropunk tem essa capacidade de reunir diferentes vivências e mostrar que não existe uma única maneira de ser uma pessoa preta. Cada um chega com sua história, sua estética e sua identidade. Acho que essa diversidade é uma das coisas mais bonitas do festival”, afirma Andi Ricardo.

Para Clayver, o festival também simboliza a força da cultura negra na construção de referências que ultrapassam os palcos e influenciam diretamente a comunicação, a moda e o comportamento das novas gerações.

“A cultura preta sempre criou tendências, movimentou a música, influenciou a moda e transformou a maneira como as pessoas se expressam. O Afropunk coloca tudo isso em evidência e mostra que a nossa criatividade não tem limites. É muito importante ver um evento dessa dimensão valorizando nossas histórias e nossas referências, principalmente porque isso também inspira quem está começando a construir seu próprio caminho”, comenta Clayver.

Realizado em Salvador, cidade reconhecida pela riqueza de sua herança afro-brasileira, o Afropunk reforça a conexão entre ancestralidade e contemporaneidade. Para os três influenciadores, a realização do festival também evidencia a necessidade de ampliar o reconhecimento da cultura negra para além do mês da Consciência Negra.