Com a proximidade de um novo ano letivo, muitas famílias enfrentam uma decisão importante: onde os filhos irão estudar. Para além da estrutura da instituição, compreender a proposta pedagógica e observar como ela se traduz no cotidiano pode ajudar nessa escolha.
Para a psicopedagoga e diretora da Escola da Cidade, em Uberlândia, Esther Guimarães, não existe uma escola ideal de forma absoluta, mas aquela cuja proposta, valores e forma de se relacionar com os alunos fazem sentido para cada família e, principalmente, para a criança. “Estamos escolhendo um ambiente em que a criança passará boa parte do dia, estabelecerá vínculos, aprenderá a conviver e construirá conhecimentos. Por isso, é importante perceber se existe coerência entre aquilo em que a família acredita e o que a escola pratica”, afirma Guimarães.
A especialista recomenda conhecer pessoalmente a instituição e observar como a proposta pedagógica acontece na prática: como os profissionais interagem com os alunos, de que maneira as crianças participam das atividades e se encontram espaço para questionar, experimentar e desenvolver autonomia. “A criança não deve ser apenas alguém que recebe informações. Ela precisa experimentar, questionar, estabelecer relações e construir significados. O que importa é que aprenda de uma forma significativa e que os conteúdos sejam compreendidos e utilizados na vida”, explica.
Outro aspecto é a relação entre escola e família. Vale entender como a instituição acompanha o desenvolvimento dos alunos, conduz situações de conflito e mantém o diálogo com os responsáveis. “Uma escola é feita essencialmente de relações. A criança precisa se sentir segura para perguntar, errar, tentar novamente e ser quem ela é. Acolhimento e qualidade pedagógica precisam caminhar juntos”, ressalta Guimarães.
Cinco perguntas antes de fazer a matrícula
1º – Qual é a proposta pedagógica e como ela acontece na prática?
2º – Como a escola acompanha o desenvolvimento e as dificuldades individuais dos alunos?
3º – Como funciona a comunicação e a parceria com as famílias?
4º – A criança tem espaço para participar, perguntar, experimentar e desenvolver autonomia?
5º – Os valores da escola estão alinhados ao que a família considera importante para a formação do filho?
Sobre Esther Guimarães
Esther Guimarães é psicopedagoga e psicóloga clínica há mais de 30 anos, especialista em Neurodesenvolvimento e Seus Transtornos e em Intervenção Precoce em Crianças. É fundadora e diretora da Escola da Cidade, referência em Uberlândia (MG) no ensino infantil e fundamental há quase 40 anos, com uma proposta educacional que alia excelência acadêmica, desenvolvimento socioemocional e cuidado humanizado.
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