Câncer colorretal: diagnóstico precoce amplia chances e cirurgia robótica traz mais precisão

Câncer colorretal

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Câncer colorretal

O câncer colorretal está entre os tipos de câncer mais frequentes e pode evoluir de forma silenciosa, especialmente nas fases iniciais. Por isso, esperar pelo aparecimento de sintomas para procurar avaliação médica pode atrasar o diagnóstico e reduzir as possibilidades de intervenção em um momento mais favorável. A morte da cantora Preta Gil, que completou um ano recentemente, voltou a chamar a atenção para a doença e para a importância de falar sobre prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce.

Segundo o Dr. Bruno Ferola Leite, cirurgião geral, coloproctologista e especialista em cirurgia robótica do Mater Dei Santa Clara, o câncer colorretal pode não apresentar nenhum sinal no início. “Nas fases iniciais, ele é totalmente assintomático. Então, não é interessante esperar ter sintomas para se preocupar com isso”, explica o médico.

Rastreamento é fundamental mesmo sem sintomas

O acompanhamento preventivo permite identificar alterações antes que a doença provoque manifestações perceptíveis. De acordo com o Dr. Bruno, a recomendação geral é iniciar o rastreamento do câncer colorretal aos 45 anos, com colonoscopia periódica. A frequência dos exames, no entanto, pode variar de acordo com os resultados e, principalmente, com o histórico familiar.

Pessoas que têm familiares de primeiro grau diagnosticados com câncer colorretal, especialmente em idade jovem, podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo e seguir uma estratégia de rastreamento individualizada.

Embora a ausência de sintomas não signifique ausência de doença, o cirurgião identifica alguns sinais que merecem atenção, como sangramento nas fezes, cólicas e distensão abdominal, perda de peso involuntária e mudanças persistentes no hábito intestinal. Por isso, diante de qualquer alteração, a orientação é procurar avaliação médica. Mais do que investigar sintomas, porém, o rastreamento tem um papel importante justamente porque permite identificar a doença antes que ela se manifeste.

Cirurgia é uma das principais formas de tratamento

Quando o câncer colorretal é diagnosticado e há indicação cirúrgica, o procedimento ocupa um papel central no tratamento. Na maioria dos casos, explica o especialista, a cirurgia é a primeira opção terapêutica.

Existem situações específicas, principalmente em tumores avançados com metástases ou em alguns casos de câncer de reto baixo, nas quais outras estratégias, como quimioterapia ou associação de quimioterapia e radioterapia, podem ser utilizadas antes da cirurgia.

“Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas, na maioria dos casos de câncer colorretal, a cirurgia tem seu lugar e, muitas vezes, é a primeira opção de tratamento”, afirma o Dr. Bruno. A definição da estratégia depende, portanto, das características do tumor, da localização da doença, do estágio e das condições clínicas de cada paciente.

Cirurgia robótica amplia precisão e reduz invasividade

Quando a cirurgia robótica é indicada, a tecnologia pode oferecer recursos que favorecem a precisão do procedimento, especialmente em regiões de anatomia complexa.

Na plataforma robótica, o cirurgião conta com visão tridimensional e ampliada do campo operatório. Os instrumentos possuem articulações que permitem movimentos mais delicados e precisos, enquanto recursos de filtragem dos movimentos e dos tremores contribuem para maior estabilidade durante a cirurgia. “Essas vantagens do robô deixam a cirurgia do câncer colorretal muito menos invasiva”, destaca o Dr. Bruno.

A abordagem minimamente invasiva também pode favorecer a recuperação após o procedimento. Entre os benefícios observados estão menor sangramento, redução do tempo de internação e recuperação pós-operatória mais rápida, sempre considerando as características de cada paciente e do procedimento realizado. Mais do que incorporar tecnologia ao tratamento, a cirurgia robótica representa uma evolução das técnicas minimamente invasivas, com recursos que auxiliam o cirurgião a realizar procedimentos complexos com maior precisão.

No câncer colorretal, a ausência de sintomas não deve ser confundida com ausência de risco. O acompanhamento médico e o rastreamento na idade recomendada são ferramentas essenciais para identificar alterações precocemente.

Em caso de histórico familiar ou presença de sintomas, a avaliação deve ser individualizada. Quanto mais cedo uma alteração é investigada, maiores são as possibilidades de definir a estratégia de tratamento de forma adequada e em tempo oportuno.

Ao perceber alterações intestinais ou chegar à idade indicada para o rastreamento, procure orientação médica. O diagnóstico precoce pode fazer diferença na condução e nas possibilidades de tratamento do câncer colorretal.

No Mater Dei Santa Clara, a combinação entre experiência médica, estrutura hospitalar e recursos tecnológicos amplia as possibilidades de cuidado para pacientes que necessitam de tratamento cirúrgico.